- O ministro do petróleo do Iraque afirmou que Bagdá está conversando com o Irã para permitir que parte dos navios-tanque do país passe pelo estreito de Hormuz.
- A medida busca atenuar interrupções nas exportações de petróleo após ataques a navios em águas iraquianas.
- O Iraque também trabalha para reativar um oleoduto desativado que levaria o petróleo diretamente ao porto de Ceyhan, na Turquia, sem passar pela região do Curdistão.
- O ministério fará a inspeção de um trecho de cem quilômetros do oleoduto em até uma semana para viabilizar exportações diretas a partir de Kirkuk.
- A reabertura do Kirkuk-Ceyhan criaria uma rota alternativa, com exportações iniciais em torno de 250 mil barris por dia, potencialmente chegando a 450 mil barris por dia com petróleo de campos do Curdistão, enquanto o Governo Regional do Curdistão contesta acusações de obstrução.
Bagdá abriu canais com Teerã para permitir que parte do petróleo iraquiano passe pelo Estreito de Hormuz, segundo a agência estatal. A medida visa reduzir interrupções nas exportações após ataques a navios na região marítima.
O ministro do Petróleo, Hayan Abdel-Ghani, informou que Bagdá trabalha ainda para reativar um gasoduto desativado que levaria o petróleo diretamente ao porto turco de Ceyhan, sem passar pela região do Curdistão. A restauração do gasoduto Kirkuk-Ceyhan está em curso.
Aproximações técnicas seguem com uma inspeção de 100 km da linha, prevista para terminar em uma semana, para viabilizar exportações diretas de Kirkuk. O retorno da rota, que ficou indisponível por quase uma década, pode oferecer alternativa aos embarques pelo Hormuz.
Estrutura de exportação
Fontes oficiais indicam que, inicialmente, o Kirkuk-Ceyhan pode alcançar cerca de 250 mil barris por dia, com potencial de chegar a 450 mil bpd incluindo petróleo dos campos do Curdistão. A região tem pressionado para que o pipeline seja utilizado como rota provisória.
O governo de Bagdá buscou usar o gasoduto curdo como via temporária, enquanto autoridades locais levantam objeções. Alegam condições inaceitáveis impostas pela Administração Regional do Curdistão para o uso da rota.
Autoridades curdas negam obstrução às exportações, afirmando que a região enfrenta desafios de segurança e econômicos no setor petrolífero. As negociações continuam sem anúncio de acordo final.
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