- O Departamento do Tesouro dos EUA autorizou temporariamente países a comprarem petróleo russo já em trânsito, com exceções válidas até 11 de abril.
- A medida pode liberar cerca de 125 milhões de barris de petróleo russo sancionado que hoje estão retidos no mar.
- Bessent afirmou que a prática é de curto prazo, busca ampliar a oferta global e não deverá beneficiar financeiramente o governo russo de forma significativa.
- Os preços do petróleo permaneceram acima de US$ 100 o barril para o Brent e acima de US$ 95 para o West Texas Intermediate, sem grande reação à flexibilização.
- Ações e reações incluíram críticas no Senado e uma reunião na Flórida entre representantes econômicos russos e de autoridades de Trump, discutindo temas ligados ao mercado global de energia.
O Tesouro dos EUA abriu espaço para uma flexibilização temporária das sanções sobre petróleo russo. A medida autoriza, de forma limitada, países a comprarem petróleo russo retido no mar para ampliar a oferta global. A autorização vale até 11 de abril.
Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a ação é de curto prazo e não trará benefício financeiro significativo ao governo russo, que obtém a maior parte de sua receita na extração tributada. A expectativa é aliviar a pressão de fornecimento sem beneficiar excessivamente Moscou.
Analistas citados pela Associated Press estimam que a medida pode liberar cerca de 125 milhões de barris sancionados que estão retidos no mar. A declaração de Bessent também descreve a recente alta dos preços como uma interrupção temporária que ajudará a economia americana no longo prazo.
Reação do Mercado
Após alta expressiva, o Brent ficou acima de US$ 100 por barril, e o West Texas Intermediate acima de US$ 95, no início da sexta-feira. Não houve reação significativa adicional dos preços à flexibilização.
Repercussões e Críticas
A repercussão política não se restringe aos mercados. A senadora Jeanne Shaheen criticou a medida, afirmando que a política favorece a Rússia durante a guerra e eleva preços para famílias americanas. As falas ressaltam o contraste entre estratégia econômica dos EUA e pressões sobre o consumidor.
Encontros internacionais
A decisão ocorre um dia após reunião envolvendo o enviado econômico russo Kirill Dmitriev, o assessor de Trump Steve Witkoff, o genro de Trump Jared Kushner e o assessor da Casa Branca Josh Gruenbaum. A conversa abordou temas ligados aos mercados globais de energia, sem detalhes divulgados.
Contexto e próximos passos
Dmitriev destacou, em publicação no Telegram, que o encontro tratou da crise energética global e do papel do petróleo russo para a estabilidade econômica mundial, apontando que os EUA passam a reconhecer melhor esse papel. As sanções permanecem em vigor até a data estipulada, com monitoramento contínuo.
Reportagem originalmente publicada em Forbes.com
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