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Agricultor encontra material similar a petróleo ao buscar água no Ceará

IFCE investiga possível petróleo em área rural de Tabuleiro do Norte após agricultor encontrar material escuro durante perfuração, ainda sem confirmação de jazida

Testes indicaram que se trata de uma mistura de hidrocarbonetos com propriedades semelhantes às do petróleo extraído em terra na Bacia Potiguar
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  • Agricultor Sidrônio Moreira tentava perfurar poços artesianos em Tabuleiro do Norte, Ceará, quando encontrou material escuro, viscoso e inflamável no Sítio Santo Estevão, no topo da Chapada do Apodi.
  • A perfuração iniciou em novembro de 2024; aos 40 metros não houve lençol freático e surgiu o material, levando à interrupção. Ao tentar a segunda perfuração, a cerca de 50 metros, o mesmo material apareceu em aproximadamente 23 metros, e as escavações foram suspensas.
  • Uma amostra recolhida por um familiar foi levada ao campus de Tabuleiro do Norte do Instituto Federal do Ceará; análises preliminares indicam mistura de hidrocarbonetos com propriedades semelhantes ao petróleo da Bacia Potiguar, mas ainda não é confirmação de jazida.
  • O material foi enviado ao Núcleo de Pesquisa em Economia de Baixo Carbono da Universidade Federal do Semiárido, em Mossoró (RN), para análises adicionais.
  • O IFCE informou que os recursos minerais pertencem à União e que a área está fora de blocos licenciados; a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis foi acionada e são necessários estudos geológicos e vistoria oficial para determinar a dimensão e a natureza do material; prioridade continua sendo o acesso à água pela família.

Um agricultor de Tabuleiro do Norte, no Sertão do Ceará, encontrou, durante a perfuração de poços artesianos, material escuro, viscoso e inflamável. A descoberta ocorreu na região rural do Sítio Santo Estevão, a cerca de 35 quilômetros da sede do município. O objetivo era buscar água diante da seca.

Sidrônio Moreira, responsável pela perfuração, interrompeu o trabalho após surgirem indícios do material, que não era água. Em seguida, autorizou nova perfuração a cerca de 50 metros do ponto inicial, mas o resultado foi semelhante. As escavações foram então suspensas.

A amostra coletada por um dos filhos foi encaminhada ao campus de Tabuleiro do Norte do IFCE. Técnicos indicaram cautela devido à profundidade rasa em que o material apareceu, algo incomum em ocorrências desse tipo.

Investigações e andamento

O IFCE acionou apoio externo para análises físico-químicas. O material foi enviado ao Núcleo de Pesquisa em Economia de Baixo Carbono da Universidade Federal do Semiárido, em Mossoró (RN). Resultados apontaram semelhança com hidrocarbonetos da Bacia Potiguar.

Os testes são considerados preliminares e não confirmam jazida ou viabilidade de exploração. O IFCE informou que os minerais pertencem à União, mesmo quando encontrados em propriedade privada, e comunicou o caso à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Levantamentos cartográficos indicam que a área está fora dos blocos autorizados para exploração. Ainda assim, são necessários estudos geológicos mais aprofundados e vistoria oficial para determinar a dimensão e a natureza do material.

Apesar da investigação, a prioridade da família segue sendo o acesso à água. Em região com chuvas irregulares, Sidrônio Moreira afirma que garantir o recurso é essencial para manter a atividade agrícola.

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