- A Exxon Mobil e a Chevron avaliam expandir produção em países ligados à OPEP, como Venezuela, Iraque, Líbia, Argélia, Azerbaijão e Cazaquistão, com apoio público dos EUA.
- A movimentação ocorre em meio à política externa mais assertiva do presidente Donald Trump, que facilita acordos para as petroleiras americanas.
- Países anfitriões buscam garantias de segurança e evitar tarifas, abrindo espaço para investimentos em grandes campos de petróleo e aumentando a oferta de combustíveis.
- Mesmo com oportunidades, há riscos históricos: as maiores produtoras já tiveram ativos confiscados em nacionalizações ligadas ao Oriente Médio e à Rússia.
- Executivos se reuniram com autoridades de Iraque, Líbia, Argélia e Azerbaijão, em um esforço que pode reorientar reservas para a próxima década e além.
A Exxon Mobil e a Chevron estão voltando a buscar expansão de produção em países da OPEP e em áreas de risco geopolítico, impulsionadas pela postura externa do presidente dos EUA, Donald Trump. A iniciativa busca abrir novos mercados e manter a liderança global em petróleo.
Segundo relatos da Bloomberg, as empresas receberam apoio público dos EUA para negociações na Venezuela, Iraque, Líbia, Argélia, Azerbaijão e Cazaquistão. A Venezuela se destaca como abertura relevante, diante do controle de Maduro sobre exportações de petróleo.
As conversas envolvem anúncios públicos e fontes que pediram reserva de identidade. A complexa relação entre governos anfitriões e companhias privadas tem facilitado encontros entre executivos e autoridades de Washington nos últimos meses.
A presença de EUA em negociações com a OPEP+ é apresentada como sinal de mudança no ambiente de negócios, com o governo norte-americano prometendo garantias de segurança e evitar fraturas comerciais, conforme relatos de fontes próximas às discussões.
Executivos da Exxon e da Chevron já estiveram reunidos com autoridades do Iraque, Líbia e Argélia, em encontros mediados por líderes próximos ao governo Trump. O enviado Steve Witkoff supervisionou um acordo com o Azerbaijão em agosto.
Analistas mencionam que, embora haja histórico de nacionalizações na região desde os anos 1970, as condições atuais representam uma oportunidade para reposicionamento de ativos. A Exxon já enfrentou nacionalizações na Venezuela e a indústria russa foi afetada pela guerra.
Especialistas apontam que a agenda de domínio energético dos EUA pode influenciar decisões sobre onde e como investir. Em paralelo, companhias petrolíferas europeias também buscam expansão no Oriente Médio, com apoio de governos locais.
Autoridades ouvidas destacam que muitos acordos não são vinculantes e que as empresas estão reequipando reservas para a próxima década. A tendência, se confirmada, pode ampliar a oferta de combustíveis fósseis até 2040.
A Bloomberg cita declarações de executivos que ressaltam foco em explorar novas fronteiras, sem indicar prazos exatos ou países adicionais. As negociações são acompanhadas por representantes do governo americano e por emissores especiais designados para a região.
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