- A ANP autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do primeiro poço exploratório na Foz do Amazonas, na costa do Amapá, após a paralisação no início de janeiro provocada por vazamento de fluido em duas linhas auxiliares ligando a sonda ao poço Morpho, a cerca de 175 quilômetros da costa.
- O vazamento não representou risco ambiental nem ameaça à segurança, pois o fluido utilizado é biodegradável e atende aos limites de toxicidade; não houve danos à fauna, flora ou comunidades costeiras.
- A retomada só ocorrerá após cumprimento integral das condicionantes, incluindo substituição de componentes dos equipamentos, comprovação de treinamento atualizado, revisão do plano de manutenção preventiva e envio de certificados de conformidade.
- A ANP realiza auditoria no sistema de gestão de segurança operacional da sonda desde a segunda-feira anterior para verificar o cumprimento de protocolos técnicos.
- O poço está no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá, a cerca de 500 quilômetros da foz do Amazonas e a 175 quilômetros da costa, com profundidade total prevista de sete mil metros; a região é vista como estratégica para ampliar reservas.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do primeiro poço exploratório na Foz do Amazonas, na costa do Amapá. A medida ocorre após a paralisação no começo de janeiro, causada por vazamento de fluídos em duas linhas auxiliares da sonda ao poço Morpho, a cerca de 175 km da costa.
Segundo a Petrobras e o Ibama, o vazamento não representou risco ambiental nem ameaça à segurança, pois o fluido utilizado é biodegradável e dentro dos limites de toxicidade. Não houve danos aparentes à fauna, à flora ou a comunidades costeiras.
A autorização da ANP considerou análises técnicas e medidas mitigadoras propostas pela Petrobras. Entre elas, a troca de componentes dos equipamentos e ações de prevenção a novos incidentes. O retorno depende do cumprimento integral das condicionantes estabelecidas.
Entre as exigências estão: a substituição de todos os selos das juntas do riser, treinamento atualizado de todos os trabalhadores, revisão do plano de manutenção e uso de juntas de riser reserva apenas com certificados.
A ANP também informou que realiza auditoria no sistema de gestão de segurança operacional da sonda desde o dia 2, para verificar conformidade com as normas do setor.
A licença ambiental para a perfuração foi concedida pelo Ibama em 20 de outubro do ano passado, após análise iniciada em 2020. Nesse mesmo dia, a Petrobras deu início às atividades no poço exploratório.
O poço tem profundidade total prevista de 7 mil metros, fica no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá, a cerca de 500 km da foz do Amazonas e 175 km da costa. O governo e a Petrobras veem a região como estratégica para ampliar reservas de até 10 bilhões de barris de petróleo e fortalecer a segurança energética.
Entre na conversa da comunidade