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ANP autoriza Petrobras a retomar perfuração na Foz do Amazonas

ANP autoriza Petrobras a retornar perfuração na Foz do Amazonas após vazamento; retomada depende do cumprimento de condicionantes e da auditoria de segurança

Plataforma de exploração de petróleo da Petrobras. (Foto: André Borges/EFE)
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  • A ANP autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do primeiro poço exploratório na Foz do Amazonas, na costa do Amapá, após a paralisação no início de janeiro provocada por vazamento de fluido em duas linhas auxiliares ligando a sonda ao poço Morpho, a cerca de 175 quilômetros da costa.
  • O vazamento não representou risco ambiental nem ameaça à segurança, pois o fluido utilizado é biodegradável e atende aos limites de toxicidade; não houve danos à fauna, flora ou comunidades costeiras.
  • A retomada só ocorrerá após cumprimento integral das condicionantes, incluindo substituição de componentes dos equipamentos, comprovação de treinamento atualizado, revisão do plano de manutenção preventiva e envio de certificados de conformidade.
  • A ANP realiza auditoria no sistema de gestão de segurança operacional da sonda desde a segunda-feira anterior para verificar o cumprimento de protocolos técnicos.
  • O poço está no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá, a cerca de 500 quilômetros da foz do Amazonas e a 175 quilômetros da costa, com profundidade total prevista de sete mil metros; a região é vista como estratégica para ampliar reservas.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do primeiro poço exploratório na Foz do Amazonas, na costa do Amapá. A medida ocorre após a paralisação no começo de janeiro, causada por vazamento de fluídos em duas linhas auxiliares da sonda ao poço Morpho, a cerca de 175 km da costa.

Segundo a Petrobras e o Ibama, o vazamento não representou risco ambiental nem ameaça à segurança, pois o fluido utilizado é biodegradável e dentro dos limites de toxicidade. Não houve danos aparentes à fauna, à flora ou a comunidades costeiras.

A autorização da ANP considerou análises técnicas e medidas mitigadoras propostas pela Petrobras. Entre elas, a troca de componentes dos equipamentos e ações de prevenção a novos incidentes. O retorno depende do cumprimento integral das condicionantes estabelecidas.

Entre as exigências estão: a substituição de todos os selos das juntas do riser, treinamento atualizado de todos os trabalhadores, revisão do plano de manutenção e uso de juntas de riser reserva apenas com certificados.

A ANP também informou que realiza auditoria no sistema de gestão de segurança operacional da sonda desde o dia 2, para verificar conformidade com as normas do setor.

A licença ambiental para a perfuração foi concedida pelo Ibama em 20 de outubro do ano passado, após análise iniciada em 2020. Nesse mesmo dia, a Petrobras deu início às atividades no poço exploratório.

O poço tem profundidade total prevista de 7 mil metros, fica no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá, a cerca de 500 km da foz do Amazonas e 175 km da costa. O governo e a Petrobras veem a região como estratégica para ampliar reservas de até 10 bilhões de barris de petróleo e fortalecer a segurança energética.

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