- Congresso Americano de Oncologia (ASCO) destacou um estudo sobre ioga para pacientes com câncer.
- Foram acompanhadas 410 pessoas com diagnóstico de câncer, divididas entre cuidado habitual e um programa estruturado de ioga.
- quem praticou ioga apresentou melhora significativa em fadiga, ansiedade, mudanças de humor e sono.
- a intervenção é não medicamentosa e não substitui tratamentos oncológicos, funcionando como complemento ao cuidado.
- os pesquisadores ressaltam a importância da qualidade de vida como desfecho relevante e o papel de abordagens corpo-mente no bem-estar.
O estudo apresentado no Congresso Americano de Oncologia (ASCO) avaliou o efeito da ioga na qualidade de vida de pacientes com câncer. A pesquisa comparou dois grupos: cuidados habituais de acompanhamento versus um programa estruturado de ioga.
Foram recrutadas 410 pessoas com diagnóstico de câncer, acompanhadas ao longo do estudo. O grupo que praticou ioga realizou exercícios suaves, técnicas de respiração e práticas de atenção plena, com acompanhamento regular.
Os resultados indicaram melhora significativa em fadiga, ansiedade, alterações de humor e distúrbios do sono em quem seguiu o programa de ioga, em comparação ao grupo de controle.
A intervenção analisada não envolve medicação nem substituição de tratamentos oncológicos. O objetivo é oferecer estratégias complementares para reduzir sofrimento e promover bem‑estar durante e após o tratamento.
Essa abordagem reforça a ideia de que tratar o paciente envolve cuidar da qualidade de vida, incluindo sono, energia e bem-estar emocional, além da dimensão clínica da doença.
Dr. Fernando Maluf, médico oncologista, integra o estudo e destaca que a prática simples pode contribuir para a recuperação global, sem substituir terapias convencionais.
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