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Documentário da Brasil Paralelo ligado a rede de ódio contra Maria da Penha

MP-CE aponta ligação entre documentário e rede de ódio contra Maria da Penha, visando descredibilizar a Lei Maria da Penha

Maria da Penha.
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  • Ministério Público do Ceará descreve uma articulação que envolve a produção de um documentário, redes sociais e documentos falsos para atacar Maria da Penha e descredibilizar a Lei nº 11.340/2006.
  • Foram tornados réus o ex-marido da ativista Marco Antônio Heredia Viveiros, Alexandre Gonçalves de Paiva, Marcus Vinícius Mantovanelli e Henrique Barros Lesina Zingano.
  • A investigação aponta que o grupo buscava mobilizar apoiadores e disseminar desinformação para enfraquecer a credibilidade da lei e sua autora, Maria da Penha.
  • O documentário A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha, produzido pela Brasil Paralelo, é ligado à operação Eco Chamber, que apura a campanha de ataques. Aproximadamente 300 mil reais teriam sido investidos em anúncios.
  • Conforme a denúncia, houve uso de laudo de exame de corpo de delito considerado montagem, bem como mensagens em grupo de WhatsApp discutindo estratégias para anular o processo e retirar o nome de Maria da Penha da lei.

Dois a três parágrafos iniciais de texto:

A Justiça do Ceará tornou réus o ex-marido de Maria da Penha e mais três homens por suspeita de participação em uma campanha de ódio contra a ativista e a tentativa de descredibilizar a Lei Maria da Penha. A denúncia, apresentada pelo Ministério Público, aponta um esquema que envolve a produtora, redes sociais e uso de documentos falsos.

A acusação descreve atuação organizada para atacar a honra de Maria da Penha e minar a lei criada em 2006, com o objetivo de enfraquecer sua credibilidade e impedir avanços na proteção de vítimas de violência doméstica. A apuração teve acesso a documentos da denúncia.

Quem é quem

Marco Antônio Heredia Viveiros, ex-marido da ativista, figura como o principal articulador, com histórico de violência contra Maria da Penha. Ele respondia anteriormente por agressão e tentativa de homicídio praticados em 1983.

Alexandre Gonçalves de Paiva, diretor-presidente do Instituto de Defesa dos Direitos do Homem, é apontado como um elo da rede, mantendo um perfil para alertar sobre suposta manipulação da Lei Maria da Penha.

Marcus Vinícius Mantovanelli e Henrique Barros Lesina Zingano, produtores e editores, teriam ligação com o documentário A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha, lançado pela Brasil Paralelo.

O modus operandi da rede

Segundo o MP, o grupo mobilizaria apoiadores para promover desinformação e sustentar a narrativa de que a lei nasceu de uma fábula criada pela própria vítima. Mensagens em grupos de WhatsApp indicam estratégias jurídicas e de comunicação.

Trechos obtidos pela investigação revelam orientação para buscar empatia pública e evitar ataques diretos, além de preparar fontes para questionar a atuação de autoridades no processo. A rede também procurava monetizar conteúdos nas redes.

O documentário da Brasil Paralelo

O MP sustenta a ligação entre a atuação do grupo e a série documental produzida pela Brasil Paralelo, com Marcus Mantovanelli na produção e Henrique Barros Barros na edição e apresentação. A produção é citada como veículo para disseminar teorias conspiratórias.

A denúncia aponta que a série apresentou distorções de fatos já apurados pela Justiça e citou um laudo de exame de corpo de delito considerado montagem pela perícia. O material aparece em pen drives apreendidos durante a operação.

As acusações

A Justiça do Ceará acusa Marco Heredia de falsificação de documento público. Alexandre Paiva responde por intimidação sistemática virtual e perseguição. Mantovanelli e Barros respondem por uso de documento falso, conforme o MP.

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