- Ministério da Agricultura francês autorizou o abate de cerca de duzentos lobos, elevando o limite de manejo letal de 19% para 21% (pouco mais de 200 animais), com possibilidade de subir para 23%.
- Existem pouco mais de mil lobos na França; as matilhas estão se espalhando pelos campos e se aproximando de grandes cidades.
- A ministra da Agricultura, Annie Genevard, afirmou que o lobo causa danos crescentes aos rebanhos e aumenta o estresse entre os produtores.
- Em maio, o Parlamento Europeu reclassificou o lobo de estritamente protegido para protegido, permitindo caça sob certas salvaguardas, em linha com aumento de danos nas áreas da UE.
- Na região central de Haute-Marne, agricultores relataram que 850 ovelhas foram mortas por lobos no ano anterior.
As autoridades francesas ampliaram a cota de abate de lobos para proteger rebanhos na França. O Ministério da Agricultura autorizou o manejo letal de cerca de 200 lobos, diante de ataques que dizimam ovelhas em regiões agrícolas e na proximidade de grandes cidades.
O governo elevou o limite de 19% para 21% do total estimado de lobos no país, pouco mais de 200 animais. Há possibilidade de aumento para 23% caso a situação se agrave. O objetivo é reduzir danos aos agricultores, que enfrentam elevado estresse devido às ocorrências.
Contexto europeu: a mudança ocorre após um debate entre agricultores e grupos de proteção animal. Em maio, o Parlamento Europeu rebaixou o status do lobo de estritamente protegido para protegido, autorizando caça com salvaguardas para evitar extinção. A Comissão Europeia apontou aumento de populações na UE, estimadas em cerca de 20.300 em 2023, como motivação para a revisão.
Na França, as populações de lobos crescem e as matilhas avançam para áreas historicamente livres. Haute-Marne, região central a cerca de 60 quilômetros de Nancy, Dijon e Troyes, registra casos preocupantes. Agricultores da região relatam que 850 ovelhas foram mortas por lobos no ano anterior.
Essas informações destacam a tendência de expansão de lobos na França e a busca por equilíbrio entre proteção de espécies e proteção de meios de subsistência agrícolas. As autoridades reiteram que a medida visa reduzir prejuízos aos rebanhos e assegurar a viabilidade econômica das fazendas.
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