- Brasil vendeu cerca de 232.000 toneladas métricas de carne bovina fresca para diversos destinos em janeiro de 2026, gerando quase US$ 1,3 bilhão em receita, com China respondendo por aproximadamente metade em valor e volume.
- A queda de gado no quarto trimestre mostrou aumento de 13,1% no processamento em relação ao mesmo período de 2024, conforme dados preliminares do IBGE.
- Se confirmados, os abates totais de 2025 chegariam a 42,3 milhões de cabeças, impulsionados pela demanda chinesa e pelos recordes de produção.
- A China anunciou cotas máximas anuais de importação para fornecedores ao longo de três anos, com tarifas de 55% para o que exceder o limite.
- O governo brasileiro discute atribuir cotas específicas às empresas, proporcionais às exportações para a China no ano anterior, para regular o suprimento; a China isentará 1,106 milhão de toneladas métricas de carne bovina brasileira de tarifas adicionais neste ano.
O Brasil vendeu cerca de 232 mil toneladas métricas de carne bovina fresca em janeiro de 2026, gerando quase US$ 1,3 bilhão em receita. A China respondeu por aproximadamente metade do valor e do volume, com US$ 650 milhões em embarques no mês, quase 45% acima de janeiro de 2025.
No quarto trimestre de 2025, o abate de gado no Brasil registrou alta de 13,1% frente ao mesmo período de 2024, segundo dados preliminares do IBGE. Se confirmado, o total de abates chegará a 42,3 milhões de cabeças em 2025, impulsionado pela demanda externa.
Medidas chinesas e impacto para o setor
A China anunciou cotas anuais de importação para fornecedores ao longo de três anos, com tarifas de 55% para o que exceder o limite. O governo brasileiro discute com o setor o uso de cotas proporcionais às exportações de 2024, para regular o fluxo de产品.
A China também isentará 1,106 milhão de toneladas de carne bovina brasileira de tarifas adicionais neste ano. Em média, exportadores brasileiros devem vender cerca de 92 mil toneladas mensais abaixo do teto, frente a 140 mil em 2025.
Os efeitos dessas salvaguardas permanecem incertos. Defensores apontam que as cotas podem conter pressões sobre preços internos e externos, enquanto críticos indicam risco de interferência nas exportações de alimentos.
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