- Icomos Líbano, UNESCO e o Ministério da Cultura do Líbano emitiram alertas urgentes sobre ataques israelenses que danificaram o Castelo de Beaufort e Tyre.
- Um comunicado de 8 de junho condena o ataque à entrada de Tyre, cidade listada como Patrimônio Mundial sob proteção aprimorada, e afirma que propriedades culturais não devem ser alvo.
- A UNESCO informou, em 9 de junho, que aumentou o apoio após danos confirmados a Tyre, ao Castelo de Beaufort e à Cidadela de Chama’, todas sob proteção aprimorada, com relatos de danos em outros locais.
- O ministro da Cultura, Ghassan Salameh, enviou carta a 5 de junho ao diretor-geral da UNESCO pedindo intervenção imediata para evitar a destruição do Castelo de Beaufort, após sua captura em 31 de maio.
- O Exército de Israel afirma que a área é estratégica por abrigar infraestrutura do Hezbollah; a Direção Geral de Antiguidades do Líbano contesta as informações, dizendo que não se tratam do castelo.
O Beaufort Castle, fortaleza crusader localizada no sul do Líbano, e a cidade de Tyre foram alvo de ataques aéreos atribuídos a Israel, conforme alertas de organizações internacionais. Icomos Lebanon, Unesco e o Ministério da Cultura libanês divulgaram boletins sobre danos a sítios protegidos, incluindo o castelo e áreas de Tyre, nos últimos dias.
Segundo a Icomos, houve impacto na entrada de Tyre, um sítio declarado Patrimônio Mundial recentemente protegido sob o Segundo Protocolo da Convenção de Haia de 1954. As autoridades destacaram que houve danos diretos às instalações administrativas e a armazéns arqueológicos, ainda sem avaliação completa pela instabilidade local.
A Unesco informou, em 9 de junho, que aumentou o apoio a sites afetados, entre eles Tyre, Beaufort Castle e a Cidadela de Chama, todos sob proteção aumentada. Fontes locais indicam que houve também relatos de ataques próximos a outros locais protegidos.
Reação internacional e pedidos de proteção
Ghassan Salameh, ministro da Cultura do Líbano, enviou no dia 5 de junho uma carta ao diretor-geral da Unesco solicitando intervenção urgente para evitar a destruição de Beaufort Castle após a captura pelos militares israelenses em 31 de maio. O ministro ressaltou que a inação poderia violar normas de proteção ao patrimônio cultural.
O Beaufort Castle, cuja construção data do século XII, tornou-se símbolo do conflito no sul do Líbano. O governo libanês mantém a defesa do sítio desde 2000, com esforços de restauração para abertura ao público e a pesquisadores. Em 2024, a Unesco conferiu status de proteção ampliada ao local.
O Ministério da Cultura do Líbano informou que, em 7 de junho, o Exército de Israel declarou que a área foi atingida por ser considerada base de operações de grupos armados. O Serviço Nacional de Antiquidades do Líbano contestou a alegação, afirmando que as informações não correspondem ao castelo e que podem servir para justificar ataques ao patrimônio.
Analistas apontam que Beaufort Castle tem função simbólica na narrativa de ocupação no sul do Líbano, o que aumenta a preocupação com danos ao patrimônio. Além disso, críticos ressaltam a importância de preservar sítios arqueológicos mesmo em contextos de conflito para evitar prejuízos irreversíveis à memória histórica.
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