- O Djidji Ayôkwé, tambor de fala sagrado confiscado em 1916 pela administração francesa, foi devolvido à Côte d’Ivoire e chegou ao aeroporto de Port Bouët, nos arredores de Abidjan.
- A peça havia sido retirada do Quai Branly – Jacques Chirac Museum, em Paris, após ser entregue à comissões ibero-africanas e enviada para a restituição.
- Em Abidjan, a cerimônia de restituição reuniu autoridades e representantes da comunidade Ebrié, com a expectativa de instalação permanente no Musée des Civilisations de Côte d’Ivoire, no Plateau, ainda neste ano.
- A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) doou cem mil dólares para pesquisa e formação no museu, em apoio à exposição.
- A devolução ocorre após promessa do presidente francês, Emmanuel Macron, em 2021, e envolve contínuas discussões entre França e Côte d’Ivoire; oito outros objetos estão sob estudo para restituição.
A Djidji Ayôkwé, um tambor sagrado confiscado há mais de um século pela administração colonial francesa, foi devolvido à Côte d’Ivoire. O instrumento chegou ao aeroporto de Port Bouët, em Abidjan, às 8h45 desta sexta-feira, após ter saído de Paris.
O tambor de quatro metros pesa cerca de 430 kg e tinha grande significado cultural para o povo Ebrié, servindo como símbolo de resistência e comunicação entre comunidades. A devolução encerra décadas de reivindicações diplomáticas entre França e país africano.
O retorno ocorreu após o governo francês concordar com a restituição, anunciada pelo presidente Emmanuel Macron em 2021. A cerimônia contou com autoridades culturais ivoirienses e deve culminar na instalação permanente no Musée des Civilisations, em abril.
Detalhes da restituição
A cerimônia em Abidjan contou com apresentações culturais e a retirada do tambor do vagão para exposição público. A UNESCO forneceu apoio financeiro de 100 mil dólares para pesquisa e formação no museu.
Contexto político e futuro
A ministra da Cultura da Côte d’Ivoire, Françoise Remarck, ressaltou o caráter histórico do ato e mencionou que outras peças estão sob análise para restituição entre os dois países. A iniciativa reforça o legado de cooperação cultural entre França e Côte d’Ivoire.
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