- México abriu ação legal para impedir a leilão em Paris, marcado para sexta-feira, de 40 artefatos pré-colombianos considerados patrimônio nacional.
- O governo informou ter entrado com “as medidas legais cabíveis” e acionado canais diplomáticos para possibilitar a repatriação dos objetos.
- A secretária de Cultura, Claudia Curiel, ressaltou que a defesa do patrimônio cultural é responsabilidade do Estado e um ato de justiça histórica.
- A INAH concluiu que 40 artefatos anunciados pela casa Millon são protegidos pela lei mexicana, com exportação proibida desde 1827.
- O leilão da coleção “Les Empires de Lumiere” ocorre em Paris e, segundo Curiel, a Millon não respondeu imediatamente a pedidos de comentário; o site da casa indicava manutenção na quinta-feira.
Mexico busca interromper leilão de artefatos pré-colombianos na França
O governo mexicano informou ter iniciado ações legais para obrigar a casa de leilões Millon, em Paris, a cancelar a venda prevista para esta semana de 40 artefatos considerados patrimônio cultural do país. A medida foi anunciada pela secretária de Cultura, Claudia Curiel, em rede social.
Curiel afirmou que foram adotados procedimentos legais junto às autoridades competentes e que houve comunicação diplomática para viabilizar a repatriação dos objetos. A autoridade ressaltou que a defesa do patrimônio cultural é uma responsabilidade do Estado.
A casa Millon está programada para realizar, presencialmente, o leilão da coleção pré-colombiana intitulada Les Empires de Lumiere, na sexta-feira, segundo a secretária. A proprietária espanhopa? não; a Millon não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.
Curiel anexou uma carta enviada à Millon, com data de terça, na qual o INAH aponta que 40 artefatos anunciados pelo leilão são protegidos por lei mexicana e não podem sair do país, por serem bens da Nação desde 1827.
O governo mexicano tem buscado, há anos, a recuperação de artefatos de sua herança pré-colombiana presentes em coleções privadas ao redor do mundo. Em alguns casos houve acordos de repatriação, mas muitos permanecem com disputas.
Entre as peças em disputa está um adorno de plumas de quetzal que, segundo a Weltmuseum de Áustria, seria danificado se deslocado, devido às penas delicadas.
Em 2023, México abriu outra ação legal contra a Millon envolvendo 83 objetos considerados patrimônio nacional. Na ocasião, a casa de leilões informou que manteria as vendas, alegando origem irrepreensível dos lotes e conformidade com leis locais e com a UNESCO.
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