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Cambridge devolve 100 Benin Bronzes à Nigéria

Universidade de Cambridge devolverá cerca de cem bronzes de Benin à Nigéria, após atraso causado por disputa entre NCMM e o oba de Benin, pressionando o British Museum

University of Cambridge
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  • A Universidade de Cambridge planeja devolver cerca de 100 bronzes de Benin ao Nigeria em breve, como parte de uma iniciativa de restituição.
  • A devolução foi adiada por questões de titularidade entre o governo nigeriano e o oba de Benin; em 2023 o governo transferiu a propriedade para Ewuare II.
  • O diretor do Museu de Arqueologia e Antropologia afirmou que a transferência de propriedade foi aprovada em julho do ano passado e que os 16 bronzes restantes ficam em Cambridge em empréstimo.
  • O Conselho Nacional de Museus e Monumentos (NCMM) assinou, com o oba, um acordo de cinco anos para gerir os bronzes devolvidos; planos para um museu real em Benin City ainda estão sem conclusão, e a inauguração do Museum of West African Art (MOWAA) foi adiada após protestos.
  • A devolução reforça a pressão sobre o Museu Britânico, que detém cerca de 900 peças de Benin, para devolver obras à Nigéria, embora enfrente limitações legais.

A Cambridge University Museum of Archaeology and Anthropology vai devolver aproximadamente 100 Benin bronzes à Nigéria, como parte de uma iniciativa de restituição em andamento. A operação ocorre após anos de negociação entre a instituição britânica e autoridades Nigerianas.

A restituição é resultado de uma reivindicação feita em 2022 pela National Commission for Museums and Monuments (NCMM) da Nigéria, que busca devolver 116 objetos apreendidos durante a campanha militar britânica em Benin City em 1897. O retorno parcial incluirá cerca de 100 itens.

As negociações enfrentaram atrasos. Em 2023, o governo da Nigéria transferiu a propriedade dos bronzes, que haviam sido devolvidos ao país em 2022, ao oba Ewuare II, atual líder da família real, que teve os tesouros saqueados. A transferência de propriedade está centralizada na esfera do oba.

Segundo o diretor do museu de Cambridge, Nicholas Thomas, houve pausa para construir um marco mais claro; em julho do ano passado, o conselho universitário confirmou o andamento da transferência, com a expectativa de que os bronzes retornem em meses. 16 bronzes permanecerão em Cambridge em regime de empréstimo.

No início de 2024, Olugbile Holloway, diretor-geral da NCMM, assinou um acordo de cinco anos com Ewuare II que permite à NCMM gerenciar os bronzes devolvidos em nome do oba. Planos para um “museu real” em Benin City para abrigar os bronzes não avançaram conforme o esperado.

A inauguração do novo Museum of West African Art (MOWAA) em Benin City, prevista para novembro, foi interrompida após protestos no prédio-sede. Não há confirmação sobre a reabertura do MOWAA, que não se posicionou como destino dos bronzes.

Separadamente, a NCMM abriu um depósito seguro em Benin City, denominado Oba Ovonramwen, para armazenar parte dos bronzes. A NCMM também está reconstruindo, com financiamento privado, o Museu Nacional de Lagos, que deverá sediar grande parte das obras devolvidas, segundo fontes próximas ao tema.

As negociações entre Cambridge e NCMM seguem, com a perspectiva de que museus europeus devolvam artefatos a agências governamentais, que decidirão o destino final, incluindo a guarda por comunidades locais ou museus sob autoridade real. A medida aumenta a pressão para que o British Museum devolva mais itens ao Nigéria, ainda que sua legislação local restrinja retiradas permanentes.

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