- A cúpula do PL quer lançar Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) ao governo de Minas, mas Nikolas Ferreira (PL-MG) trava o movimento, concentrando o poder no estado.
- Nikolas nega participação na decisão e diz manter bom relacionamento com Cleitinho, mas comenta em bastidores que o senador tem perfil emocional e menos calculista para a disputa.
- A resistência tem relação com episódios recentes, como a defesa de propostas mira de imunidade parlamentar e retórica de “inimigo do povo” em tom considerado inadequado pelo PL.
- Nikolas comanda as articulações no estado, com aval de Valdemar Costa Neto e de Flávio Bolsonaro, fortalecendo seu poder de veto sobre filiações, chapas e candidaturas.
- Cleitinho admite o entrave e não confirma decisão; ele pretende definir sua candidatura ao governo apenas em maio, já mantendo dúvidas sobre o futuro no PL.
O PL encara resistência interna para lançar Cleitinho Azevedo, senador pelo Republicanos de Minas, ao governo do estado. A cúpula tenta fechar o acordo, mas Nikolas Ferreira, deputado federal pelo PL de MG, trava o movimento.
Segundo integrantes da sigla, o impasse é conhecido entre a direção do partido. Um líder da legenda afirmou que as conversas seguem, apesar do entrave, e que a tendência é chegar a uma solução em breve.
Nikolas nega envolvimento direto na decisão, mas admite críticas nos bastidores. Ele diz manter bom relacionamento com Cleitinho e afastar controvérsias, ao mesmo tempo em que aponta que o discurso do aliado tem sido emocional.
Desconfianças têm raiz em episódios recentes, segundo aliados. Cleitinho teria afastado o tom bolsonarista em determinadas ocasiões e usado retórica que, na visão de Nikolas, não se alinha ao tom político que o PL busca.
Prerrogativa de Minas reforça o poder de veto do deputado, que conduz as articulações eleitorais com aval do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do senador Flávio Bolsonaro. A influência inclui filiações e definição de chapas.
Essa autonomia permite a Nikolas decidir sobre movimentos estratégicos, o que pode atrasar ou destravar a entrada de Cleitinho no partido. O cenário depende também de acordos nacionais e locais em andamento.
Cleitinho reconhece o entrave e não definiu candidatura. A promessa é decidir sobre o pleito estadual apenas em maio, citando questões pessoais, segundo interlocutores.
Além de Cleitinho, nomes situados para 2026 incluem Rodrigo Pacheco (PSB), Alexandre Kalil (PDT) e o governador Mateus Simões (PSD). O cenário mineiro segue aberto para alianças e alianças.
Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, filiou-se ao PL e deve deixar a liderança na quinta-feira, antes do prazo de desincompatibilização, fortalecendo o aparato do partido no governo do estado.
Pesquisas recentes apontam Cleitinho na liderança de intenções de voto em cenários variados, com vantagem sobre adversários em parte dos levantamentos.
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