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Presidente do PT admite MDB fora da chapa de Lula e defende alianças regionais

Edinho Silva afirma que MDB e PSD ficarão fora da chapa de Lula; PT foca alianças regionais para sustentar a reeleição e ampliar espaço político

O ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT). Foto: EBC
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  • Edinho Silva, presidente nacional do PT, admite que PSD e MDB fiquem de fora da chapa de Lula e defende alianças regionais.
  • A ideia é construir pactos nos estados, em vez de uma aliança nacional, diante de dificuldades de atrair novos apoio.
  • No Rio Grande do Sul, o PT pressiona por candidatura própria de Edegar Pretto, enquanto Brizola disputa posição com o PDT.
  • O PDT negocia apoio em estados como São Paulo, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí, em troca de apoio do PT em outras unidades da federação.
  • Edinho ressalta que a vitória de Lula é essencial para o futuro do Brasil e para o contraponto ao que ele chama de fascismo, destacando a importância de um campo democrático forte.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que PSD e MDB devem ficar fora da aliança pela reeleição de Lula nas eleições deste ano. A posição indica prioridade a coligações estaduais, não a um palanque central.

Edinho disse que as alianças com PSD e MDB ocorrerão nos estados, respeitando contradições internas das siglas. A declaração foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo neste domingo, 29, e marca uma mudança na leitura de parte da direção do PT.

A sinalização ocorre após tentativas de fortalecer o apoio do MDB à chapa de Lula, incluindo possibilidade de vice. No entanto, grande parte dos diretórios estaduais emedebistas assinou manifesto pela neutralidade, no início de março, segundo reportagens de Cartacapital.

Neste sábado, a ruptura ganhou contorno com a filiação do vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, ao MDB, com participação de Tarcísio de Freitas, segundo fontes, indicando distância entre PT e MDB em temas nacionais.

Sem novos acordos no centro, Edinho volta seu trabalho para alianças históricas, como com o PDT. No Rio Grande do Sul, o PT defende a candidatura própria de Edegar Pretto, enquanto o partido tem apoiado Juliana Brizola, gerando impasse que influencia o cenário gaúcho.

A frente petista também busca acordo nacional com PDT para estados como Paraná, Minas Gerais e São Paulo. Em Minas, Kalil aparece como opção apoiada pelo PT, enquanto no Paraná há apoio a Requião Filho; no Pará não há confirmação de palanque único.

Edinho ressaltou que a vitória de Lula é prioridade e que o legado a ser deixado exige um campo democrático forte. Para ele, não há espaço para negociações que comprometam a coordenação entre as alianças regionais e o palanque nacional.

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