- Corrente ligada a Guilherme Boulos discute deixar o PSOL nas próximas semanas; o destino provável é o PT.
- Motivo é a rejeição, pelo PSOL, de uma federação com o PT, visto pela ala de Boulos como um “caminho de isolamento” sectário.
- Entre os expoentes da ala Revolução Solidária estão Pastor Henrique Vieira, Érika Hilton e Dani Monteiro (RJ); dissidentes divulgaram carta sobre a filiação de Boulos ao PT.
- O PT confirma conversas para filiar Boulos e Nathália Boulos, mas ainda não há definição; pode haver diferentes timing para parlamentares migrarem.
- Boulos era favorável à federação, mas enfrenta resistência interna; ele deixou claro que discute rumos do grupo e não houve confirmação de filiação imediata.
O PSOL vive uma crise interna ligada à possível saída de Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência. A polêmica ganhou força após o partido rejeitar a federação com o PT. A expectativa é de que Boulos migre para o PT nas próximas semanas.
A corrente ligada a Boulos, chamada Revolução Solidária, sustenta que a decisão do PSOL de não firmar alianças com o PT levou a legenda a um caminho de isolamento. Entre os apoios do grupo estão Henrique Vieira, Érika Hilton e Dani Monteiro.
O tema veio a público nesta sexta-feira 20, com a divulgação de uma carta de dissidentes. O documento diz que a coordenação da Revolução já foi informada sobre a filiação de Boulos ao PT, alegando alinhamento no fim de 2025, segundo a carta.
Kiko Celeguim, presidente do diretório do PT em São Paulo, afirma que houve apenas tratativas para uma possível federação, sem confirmação de decisão sobre filiação. Boulos também negou qualquer definição, dizendo discutir os rumos do grupo político.
Revolução Solidária reagiu dizendo que a carta é falsa e que a discussão interna não representa o conjunto do PSOL. O grupo afirma defender um PSOL atuante na construção de saídas políticas, não apenas como observador da esquerda.
Boulos e aliados reforçam o apoio a uma federação com o PT, defendida como forma de ampliar a atuação de esquerda. As demais alas do PSOL argumentam que a fusão pode impactar candidaturas próprias e o programa do partido, criado em 2005.
No acompanhamento das tratativas, há indicações de que o PT discute a filiação de Boulos e de sua esposa, Nathália Boulos, que pode concorrer a deputada federal. O PT evita declarações públicas devido ao ambiente de racha interna no PSOL.
O impasse central envolve o momento adequado para a migração de parlamentares em meio à janela partidária. A decisão pode influenciar a composição de bancadas e as estratégias de campanha para as próximas Eleições.
Internamente, a ala liderada por Boulos é apontada como entusiasta da federação com o PT, enquanto outras correntes defendem manter o PSOL com atuação própria, preservando o perfil crítico da esquerda. A identidade do PSOL está em pauta.
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