- O governo Lula pode enviar um projeto de lei em regime de urgência para terminar com a escala 6×1, caso o Congresso não avance nas discussões até abril.
- A medida prevê redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salário.
- O atraso na tramitação é visto como prejudicial aos trabalhadores, e o governo promete agir se o ritmo não melhorar.
- Se for enviado em regime de urgência, a Câmara deve votar em até 45 dias, seguido pelo Senado, também em 45 dias.
- Boulos critica a demora na Comissão de Constituição e Justiça e afirma que não haverá tolerância com a “enrolação” que afete os trabalhadores.
O governo Lula pode enviar um projeto de lei em regime de urgência para encerrar a escala 6×1 caso o Congresso não avance nas discussões até abril. A afirmação é de Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral, em entrevista ao Frente a Frente, do Canal UOL.
Boulos disse que o Planalto quer acelerar a votação da proposta. Caso o ritmo de tramitação permaneça lento, o governo pode enviar o projeto com urgência, criando uma jornada de 40 horas semanais sem redução de salário.
Segundo o ministro, a decisão depende do andamento do tema no Legislativo. Ele afirmou que, se abril chegar sem progresso, o governo adotará a medida para atender trabalhadores afetados pela 6×1.
Boulos citou pressões políticas que teriam influenciado o atraso na tramitação da PEC que busca terminar com a 6×1. Ele mencionou declarações atribuídas a líderes de partidos da base.
O ministro afirmou que, com urgência, a Câmara seria obrigada a votar em até 45 dias, seguida pelo Senado, para avançar na proposta. O prazo forçaria tramitação mais ágil.
A crítica de Boulos recai sobre a lentidão da CCJ, apontando que a demora prejudica trabalhadores. Ele pediu que o tema não seja protelado para ampliar o debate entre tópicos técnicos.
Ele também aceitou discutir reformas estruturais, inclusive no Judiciário, defendendo maior participação popular e mudanças institucionais. A defesa foi apresentada como parte de um conjunto de propostas da esquerda.
A respeito de futuras intenções políticas, Boulos mencionou que o grupo avalia rumos a partir de discussões internas. O timeline aponta para decisões nas próximas semanas, sem indicar posições finais.
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