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Irmão de Paola Marra lamenta bloqueio dos Lords à lei de suicídio assistido

Na segunda aniversário da morte de Paola Marra, campanha protesta contra a paralisação do projeto de morte assistida na Câmara dos Lordes

Paola Marra, pictured weeks before her death in 2024, had terminal breast and bowel cancer.
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  • Paola Marra morreu em vinte de março de dois mil e vinte e quatro, aos 53 anos, após viajar sozinha para Dignitas, na Suíça, para morrer; a história foi documentada em fotos, um filme e uma entrevista ao The Guardian.
  • Dois anos após a sua decisão, o projeto de lei de morte assistida continua emperrado na Câmara dos Lordes, com poucos dias de debate antes do discurso da coroa em maio.
  • O irmão de Paola, Tony Marra, veio do Canadá para participar de um protesto em Parliament Square, organizado pela Dignity in Dying, para cobrar avanço da lei.
  • O projeto, já aprovado pela Câmara dos Comuns no ano passado, permitiria a adultos terminais em Inglaterra e País de Gales com expectativa de vida de até seis meses buscar ajuda para terminar a vida; recebeu mais de 1.200 emendas, principalmente de opositores.
  • Embora haja apoio público em torno de três quartos, há temores de pressão sobre pessoas vulneráveis; defensores dizem que a lei traria controle sobre o sofrimento e uma morte mais digna.

Two anos após Paola Marra encerrar sua vida em Dignitas, o projeto de lei sobre fim de vida assistido permanece emperrado no House of Lords. O irmão da mulher, Tony Marra, planeja protestar em frente ao Parlamento neste aniversário.

Marra, nascida no Canadá, tinha 53 anos quando morreu em 20 de março de 2024. Ela documentou a viagem solo de norte de Londres a Dignitas, na Suíça, em fotos e em um curta-mente, além de conceder entrevista ao Guardian antes de falecer.

A legislação permitiria que adultos terminais em Inglaterra e no País de Gales, com expectativa de vida de até seis meses, recebessem ajuda para colocar fim à própria vida. O projeto avançou na Câmara dos Comuns, mas estaciona no Lords.

O grupo de defesa Dignity in Dying organiza a mobilisation em Parliament Square, com participação de familiares e pacientes terminais. Mais de 1.200 emendas foram apresentadas, principalmente pelos oponentes, deixando poucos dias de debate úteis.

Na Escócia, o parlamento votou contrariamente à legalização, em medida divulgada nesta semana. Paola piorava com a doença, e o irmão afirmou que a decisão do Parlamento impacta diretamente pessoas em sofrimento.

O plenario no Lords vive a contagem regressiva para o fim do período de debate, faltando poucas sessões antes do discurso da coroa em maio. O texto já recebeu apoio aberto de MPs no Commons, mas enfrenta resistência entre pares.

Para o irmão, a luta é sobre escolha e controle do próprio sofrimento. Ele diz que Paola não tinha medo da morte, mas temia morrer com dor extrema. A campanha reforça que a prática pode evitar sofrimento desnecessário para quem quer a opção.

Dados de sondagens indicam apoio público constante a mudanças legais com regras rígidas. Contudo, há temores de que a legalização possa aumentar a pressão sobre pessoas vulneráveis para pôr fim à vida.

Lideranças da campanha destacam que a decisão depende do Parlamento e da implementação de salvaguardas. Os organizadores reiteram a importância de tempo adequado para debater o projeto entre os representantes eleitos.

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