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Starmer não deve priorizar lei de morte assistida, dizem ministros

Starmer não deve reservar tempo governamental ao projeto de morte assistida, afirmam ministros, para evitar novas cisões no Labour, com o texto barrado na Câmara dos Lordes

Keir Starmer leaving 10 Downing Street for prime minister's questions
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  • Ministros seniores acreditam que o primeiro-ministro Keir Starmer não vai intervir para dar mais tempo ao projeto de eutanásia na próxima sessão do parlamento, temendo reabrir divisões no Partido Trabalhista.
  • O projeto, já aprovado pela Câmara dos Comuns, deverá ser barrado pela Câmara dos Lords devido ao grande número de emendas apresentadas.
  • mais de 1.200 emendas foram consideradas necessárias pelos oponentes para corrigir falhas do texto, que poderiam colocar pessoas vulneráveis em risco.
  • A votação está prevista para 24 de abril, data final de debate da atual sessão, mas a maioria acredita que não haverá tempo suficiente para avançar.
  • Os apoiadores estudam usar a Lei do Parlamento para contornar os Lords na próxima sessão, o que exigiria Starmer destinar tempo governamental ao projeto ou nova chance na pauta de projetos de parlamentares.

O primeiro-ministro Keir Starmer não deve intervir para reservar tempo no plenário do Parlamento para o projeto de lei de morte assistida na próxima sessão. Ministros seniores afirmam que ele teme reabrir divisões entre os deputados do Labour ao abrir espaço para a discussão.

O projeto, que já passou pela Câmara dos Comuns, costuma enfrentar chances mínimas de avanço na Câmara dos Lordes, onde há uma grande quantidade de emendas apresentadas por opositores. Os defensores argumentam que as mudanças são necessárias para mitigar riscos a pessoas vulneráveis.

Auxiliares próximos de Starmer teriam considerado improvável que o premiê designe tempo governamental para o tema, mesmo diante do apoio pessoal de Starmer à morte assistida. O cenário é visto como um entrave político interno ao Labour.

Impasse na Câmara dos Lordes

O projeto enfrenta resistência entre pares na Câmara alta, com críticas à forma como o texto foi tramitando. Mais de 1.200 emendas foram apresentadas por opositores, o que pode impedir que a lei avance até ser votada.

Os sponsors do projeto na Câmara dos Comuns são a deputada trabalhista Kim Leadbeater e o peer trabalhista Charles Falconer, que consideram usar o Ato do Parlamento para contornar a Câmara dos Lordes na próxima sessão. Essa medida exigiria que Starmer destinasse tempo do governo ao projeto ou que os apoiadores garantissem nova vaga na ordem de prioridade para projetos de membros.

Entre apoiadores do projeto, há quem admita receio de retomar o tema já conhecido, citando o impacto político no PLP e a necessidade de evitar novas disputas dentro do partido. Alguns parlamentares mencionam que o clima atual não favorece uma nova negociação.

O atraso aumenta as especulações sobre alternativas, como uma comissão real para examinar o tema ou a reorientação de esforços para reformar a Câmara dos Lordes. Dois apoiadores de alto perfil anunciaram a formação de um grupo parlamentar dedicado à reforma da relação entre as casas.

Dados de pesquisas recentes indicam apoio público considerável à legalização da morte assistida em parte da população, o que alimenta o argumento de que o tema continuará pautado, independentemente do resultado neste momento.

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