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MPF ajuíza ação contra vereador do PL por uso de imagens de pessoas em rua no RS

MPF cobra indenização de 500 mil reais de vereador do PL por explorar imagens de pessoas em situação de rua e reforçar estigmas no RS

Reprodução/ Câmara de Caxias do Sul
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  • O Ministério Público Federal pediu à Justiça Federal no Rio Grande do Sul a condenação do vereador de Caxias do Sul Hiago Morandi (PL) ao pagamento de pelo menos 500 mil reais por dano moral coletivo.
  • A acusação sustenta que o vereador explorava politicamente imagens de pessoas em situação de rua, em aparência de atuação institucional, sem encaminhar as necessidades aos órgãos de assistência social.
  • Segundo a Procuradoria, as pessoas em situação de rua eram usadas para ampliar visibilidade e engajamento nas redes sociais do parlamentar; um assessor relatou reuniões semanais sobre o alcance das publicações.
  • A ação afirma que expor esse grupo, usando a condição de agente público, reforçou estigmas, desumanização e enfraqueceu políticas públicas federais de proteção.
  • Se condenado, o valor deverá ser revertido para programas ou projetos ligados à Política Nacional para a População em Situação de Rua em Caxias do Sul, ou, em último caso, para o Fundo de Direitos Difusos.

O Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação contra o vereador Hiago Morandi (PL), de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. A ação pede condenação de pelo menos 500 mil reais por dano moral coletivo à população em situação de rua. A denúncia foi apresentada à Justiça Federal no estado.

Segundo o MPF, Morandi explorou politicamente imagens de pessoas vulneráveis. As ações teriam ocorrido sob o rótulo de atuação institucional, mas não houve encaminhamento dessas necessidades aos órgãos de assistência social locais.

A Procuradoria afirma que as pessoas em situação de rua viraram conteúdo para as redes do parlamentar, com o objetivo de ampliar visibilidade e engajamento político. Um assessor do gabinete relatou reuniões semanais sobre o alcance das publicações.

A ação sustenta que o uso da condição de agente público para expor esse grupo contribuiu para reforçar estigmas e desumanizar as pessoas, além de enfraquecer políticas públicas federais de proteção. A depender do resultado, o valor pode ser revertido a programas da Política Nacional para a População em Situação de Rua em Caxias do Sul.

Caso a Justiça acolha o pedido, o dinheiro deverá ser destinado a programas ou projetos voltados à população em situação de rua na cidade. Em última hipótese, os recursos podem ser destinados ao Fundo de Direitos Difusos.

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