- O projeto de legalização da eutanásia teve chance de voltar à Câmara dos Comuns após a votação do privado, com Lauren Edwards (Labor) em segundo e Andrew George (Liberal Democrata) em quarto na lista.
- O grupo que apoia o projeto de Kim Leadbeater pode tentar invocar o Parlamento para contornar a Câmara dos Lordes se um novo deputado assumir o texto idêntico.
- Andrew George ainda está avaliando se assume o projeto, depois de consultar os eleitores e considerar outras pautas, como habitação e cuidados paliativos.
- O líder do prêmio no boletim foi o conservador Sir Desmond Swayne, que se opõe ao projeto.
- O projeto permitiria que adultos com doença terminal na Inglaterra e no País de Gales, com menos de seis meses de vida, requisitassem morte assistida, sujeito à aprovação médica e legal.
O projeto de eutanásia assistida pode retornar ao plenário caso um novo titular de uma proposta de membro privado aceite conduzi-lo novamente na Câmara dos Comuns. Dois apoiadores do tema ficaram entre os cinco primeiros no sorteio desta semana.
A legislação original de Kim Leadbeater ficou sem tempo para avançar. Se outro deputado apresentar a versão idêntica, o Parlamento pode invocar a Lei do Parlamento para contornar o Senado, desde que haja sponsor e apoio suficiente.
No sorteio desta quinta-feira, a deputada trabalhista Lauren Edwards ficou em segundo e o deputado liberal Andrew George em quarto. Ao todo, 485 parlamentares participaram do pleito para apresentação de propostas, com 20 escolhidos.
Debates e posições
Andrew George, deputado de St Ives, disse que precisa de tempo para consultar consolidados eleitores antes de decidir. O tema figura como opção entre várias prioridades na agenda local, incluindo habitação e cuidados paliativos.
Desmond Swayne, conservador, ficou em primeiro no escrutínio e é conhecido pela oposição à medida. Leadbeater já pediu aos colegas que apoiem a retomada da proposta para esclarecer o debate.
Jess Asato, deputada trabalhista que se opõe à ideia, afirmou que a proposta é controversa e que recursos devem se concentrar em políticas já estabelecidas, sem acrescentar novas disputas legislativas.
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