- A janela partidária encerrou na sexta-feira (3) com cerca de 120 movimentações entre 513 deputados federais, e o PL atingiu 100 deputados, tornando-se a maior bancada da Câmara.
- União Brasil perdeu 28 parlamentares, mas ganhou 21 novas filiações, ficando com 51 deputados; PT manteve 67 e permaneceu na segunda posição.
- O Podemos foi o destaque de crescimento, de 15 para 27 deputados, com 13 adesões e uma saída.
- No Senado, o PL ganhou dois senadores que eram do União Brasil; o PSD perdeu três integrantes, Eliziane Gama mudou para o PT e Angelo Coronel migrou para o Republicanos; Carlos Viana chegou ao PL vindo do Podemos.
- O desengavetamento de cargos acelerou a corrida eleitoral: onze governadores deixaram os cargos para disputar o Senado e ocorreram movimentos relevantes entre ministérios e candidaturas a governos estaduais.
O encerramento da janela partidária, na sexta-feira (3), provocou reorganização expressiva na Câmara e no Senado, com 120 movimentações entre 513 deputados. O PL saiu na frente, alcançando 100 cadeiras e consolidando a maior bancada.
União Brasil liderou perdas, com saída de 28 parlamentares, mas abriu espaço para 21 novas filiações, totalizando 51 membros. O PT manteve 67 deputados, assegurando a segunda maior bancada. O PDT encolheu, e PSDB registrou saldo positivo.
Movimentações no Congresso
O fortalecimento do PL aumenta a capacidade de negociação em votações presidenciais e no Senado. O Podemos teve o maior crescimento, de 15 para 27 parlamentares, com 13 entradas e uma saída. Siglas menores ajustaram estratégias para o pleito.
No Senado, mudanças ocorreram sem novas regras para cargos majors, ainda assim envolvendo alinhamentos regionais. Rodrigo Pachedo (PSB) recebe rodada de mudanças após saída do PSD; Eliziane Gama migrou para o PT; Angelo Coronel passou para o Republicanos. Carlos Viana ingressou no PL vindo do Podemos; Eudócia Caldas saiu para o PSDB.
Desincompatibilizações e corrida estadual
O prazo de desincompatibilização, encerrado no sábado (4), acelerou preliminares: onze governadores deixaram seus cargos para disputar Senado ou outros postos. Entre os nomes de destaque, Ronaldo Caiado e Romeu Zema anunciaram candidaturas nacionais, deixando cargos.
Nove governadores devem disputar a reeleição, permanecendo nos cargos, conforme a legislação. Outros sete governadores optaram por completar o mandato sem disputar novo cargo. As movimentações federais incluem ministros que se lançam a Senado ou governo em estados estratégicos para 2026.
Impacto estratégico e agenda do pleito
Além das mudanças formais, a janela evidenciou redes de alianças, com peso para a formação de estruturas de poder e acesso a recursos. Caciques como Kassab e Costa Neto já atuam para orientar candidaturas e alianças de seus respectivos partidos.
A trama eleitoral de 2026 vai além da presidência e envolve controle do Congresso, margem de governabilidade e definição de lideranças regionais. O processo segue com convenções partidárias e novas filiações, moldando o quadro político nacional.
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