- Do total de sessenta e seis senadores, dois terços terão mandatos encerrados no fim deste ano, totalizando cinquenta e quatro vagas em 2026.
- O PSD aparece com onze senadores em fim de mandato, seguido pelo MDB, com dez; o PL tem sete, e o PT, seis.
- O bloco de poder com mais senadores em fim de mandato é o centro, com vinte e quatro representantes; vem depois a direita, com dezessete, e a esquerda, com treze.
- Muitos senadores pretendem se reeleger, mas alguns já sinalizaram que não concorrerão novamente, como Eduardo Girão.
- A disputa por vagas no Senado é estratégica para frear o campo oposto e pode influenciar o equilíbrio entre a atuação do Supremo Tribunal Federal e o impeachment de ministros, dependendo do resultado das urnas de dois mil e vinte e seis.
Dois terços do Senado terão mandato encerrado ao fim deste ano, abrindo espaço para mudança na composição entre direita, centro e esquerda. Ao todo, 54 dos 81 senadores vão terminar seus mandatos em 2026, o que impacta especialmente bancadas do Centrão, com PSD (11) e MDB (10) em destaque.
Análise inicial aponta que o centro é o bloco com mais senadores em fim de mandato (24), seguido pela direita (17) e pela esquerda (13). A disputa por vagas é estratégica para frear ou viabilizar pautas de governo e de ministro do STF. Muitos dos atuais membros já sinalizam planos de reeleição, enquanto outros não pretendem retornar à Casa.
Entre os nomes em evidência, destaca-se Jader Barbalho (MDB-PA), no terceiro mandato, com grande capacidade de captação de votos no Pará. Já Eduardo Girão (Novo-CE) afirma não buscar a reeleição e pretende concorrer ao governo do Ceará, encabeçando uma frente de oposição a determinadas linhas do governo federal.
A permanence de muitos parlamentares depende de eleições de 2026, quando a composição pode favorecer maior ou menor apoio ao governo. O cenário indica forte importância de como o eleitor votará, dada a possível maioria de senadores alinhados à direita. Em paralelo, a esquerda busca frear avanços do campo oposto no Senado.
Manejo de cenários
- Atual maioria de direita na Casa pode viabilizar processos de impeachment ou balizar ações de ministros do STF.
- Quadro de equilíbrio entre centro e esquerda pode gerar maior cooperação em pautas moderadas.
- Vagas abertas refletem uma renovação que pode alterar alinhamentos de bases de apoio ao governo.
A lista completa dos 54 senadores que encerram mandato em 2026 traz nomes de todos os estados, com históricos de atuação variando entre independência, apoio ao governo e oposição. Entre os signatários aparecem representantes de MDB, PSD, PL, PT, Podemos, PSB, PP, União, Novo e outros, em diferentes distribuições regionais.
- Alessandro Vieira (MDB-SE), centro-direita, independente estratégico.
- Angelo Coronel (Republicanos-BA), centro, tende a reeleição.
- Carlos Portinho (PL-RJ), direita, líder oposicionista no Senado.
- Carlos Viana (Podemos-MG), direita, pode migrar para o PSD em busca da reeleição.
- Chico Rodrigues (PSB-RR), centro, base governista, busca reeleição.
- Cid Gomes (PSB-CE), esquerda, ainda sem definição para 2026.
- Ciro Nogueira (PP-PI), centro-direita, figura central na articulação da direita.
- Confúcio Moura (MDB-RO), esquerda, mira a reeleição.
- Daniella Ribeiro (PP-PB), centro, não pretende reeleição.
- Dra. Eudócia (PL-AL), centro-direita, planos ainda não anunciados.
- Eduardo Braga (MDB-AM), centro-esquerda, busca reeleição.
- Eduardo Girão (Novo-CE), direita, não busca reeleição; mira governo do Ceará.
- Eduardo Gomes (PL-TO), direita, pré-candidato à reeleição.
- Eliziane Gama (PSD-MA), esquerda, pretende reeleição.
- Esperidião Amin (PP-SC), direita, reeleição em aliança com o PSD.
- Fabiano Contarato (PT-ES), esquerda, disputará a reeleição.
- Fernando Dueire (MDB-PE), centro, mira reeleição.
- Flávio Arns (PSB-PR), centro-esquerda, avalia reeleição ou aposentadoria.
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ), direita, não tentará a reeleição.
- Giordano (MDB-SP), centro, planos ainda não definidos.
- Humberto Costa (PT-PE), esquerda, disputa a reeleição.
- Irajá (PSD-TO), centro, pretende reeleição.
- Ivete da Silveira (MDB-SC), centro-direita, não deve concorrer à reeleição.
- Izalci Lucas (PL-DF), direita, pode concorrer ao governo do DF.
- Jader Barbalho (MDB-PA), centro, avaliação de nova candidatura.
- Jaques Wagner (PT-BA), esquerda, disputará a reeleição.
- Jayme Campos (União-MT), centro-direita, pré-candidato ao governo.
- Jorge Kajuru (PSB-GO), centro-esquerda, pode não buscar novo mandato.
- Margareth Buzetti (PP-MT), direita, busca a reeleição.
- Leila Barros (PDT-DF), centro-esquerda, pré-candidata ao Senado.
- Lucas Barreto (PSD-AP), centro, pretende reeleição.
- Luis Carlos Heinze (PP-RS), direita, mira nova passagem pelo Senado.
- Mara Gabrilli (PSD-SP), centro-esquerda, não pretende reeleição.
- Marcelo Castro (MDB-PI), esquerda, disputará a reeleição.
- Marcio Bittar (PL-AC), direita, disputará a reeleição.
- Marcos do Val (Pode-ES), direita, confirma candidatura à reeleição.
- Marcos Rogério (PL-RO), direita, pré-candidato a governador.
- Mecias de Jesus (Republicanos-RR), centro-direita, disputará a reeleição.
- Nelsinho Trad (PSD-MS), centro, planeja reeleição.
- Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), centro-direita, não concorre em 2026.
- Paulo Paim (PT-RS), esquerda, não busca cargo em 2026.
- Plínio Valério (PSDB-AM), direita, tende a se reeleger.
- Randolfe Rodrigues (PT-AP), esquerda, disputará a reeleição.
- Renan Calheiros (MDB-AL), centro-esquerda, disputa vaga no Senado.
- Rogério Carvalho (PT-SE), esquerda, avalia novas candidaturas.
- Rodrigo Pacheco (PSD-MG), centro-esquerda, encerrará carreira no fim do mandato.
- Sérgio Petecão (PSD-AC), centro, pretende reeleição.
- Soraya Thronicke (União-MS), centro, busca nova eleição.
- Styvenson Valentim (PSDB-RN), centro-direita, mira reeleição.
- Vanderlan Cardoso (PSD-GO), centro, pretende reeleição.
- Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), esquerda, mira reeleição.
- Weverton (PDT-MA), esquerda, investigado, ainda sem posição sobre 2026.
- Zenaide Maia (PSD-RN), esquerda, busca reeleição.
- Zequinha Marinho (Pode-PA), centro-direita, tende a concorrer à reeleição.
A tensão entre direita e esquerda permanece alta, com o centro atuando como fio condutor de negociações. A leitura de 2026 depende de como o eleitor will escolher entre continuidade e renovação, influenciando o equilíbrio de poder no Senado. O Portal Tela continuará acompanhando os desdobramentos, com informações verificáveis e sem julgamentos.
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