- A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal está travada e o envio da mensagem ao Senado ainda não ocorreu, passados mais de três meses.
- Hoje, o apoio declarado soma 25 senadores — 16 a menos dos 41 necessários para aprovação — e a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda não começou.
- Na CCJ, Messias tem 10 votos favoráveis, sete contrários e outros dez ainda sem posição; o impasse ocorre em meio ao desgaste entre Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- Aliados do PT dizem que a indicação só avança com atuação direta de Lula junto a Alcolumbre; o Planalto não pretende recuar da nomeação.
- O cenário eleitoral e a pauta remota no Senado dificultam a articulação, com avaliação de que a sabatina pode ficar para depois de outubro e haver barganha entre governo e oposição.
A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF continua sem avanço no Senado, mais de três meses após o anúncio. O Planalto não enviou a mensagem à Casa para dar início à tramitação na CCJ, sinalizando dificuldades políticas.
A demora é a mais longa entre indicações do presidente Lula neste mandato. Ao contrário de Zanin ou Dino, Messias ainda não teve a sabatina marcada, e a avaliação é de que não há votos suficientes para aprovar no plenário.
Senadores afirmam que o governo teme a falta de apoio, e o jornalismo aponta 25 apoiadores até o momento, 16 abaixo do necessário. Na CCJ, Messias aparece com 10 de 14 votos necessários, com sete contrários e 10 indecisos.
Contexto político no Senado
A pauta depende do desgaste entre o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que precisa pautar a sabatina. Aliados dizem que a escolha contrariou a preferência de Alcolumbre por Rodrigo Pacheco, o que esfriou o diálogo.
O episódio ganhou força após a sabatina prevista para dezembro ter sido cancelada, sem avanço formal da indicação. Entre petistas, lê-se que Messias pode avançar com atuação direta de Lula junto a Alcolumbre.
Dentro do Planalto, há sinal de que Lula não recua da indicação e pretende tratar do tema com o senador nos próximos dias. O presidente já tratou do assunto com Jaques Wagner e Otto Alencar em almoço de 18 de março.
Perspectivas e impactos
A oposição aposta na agenda eleitoral para atrasar a sabatina, com foco em eleições municipais. Há percepção de que a análise pode ficar para depois de outubro, em meio ao desgaste público.
Especialistas afirmam que o modelo de votações remotas dificulta a articulação, elevando o custo político. Advogam que o governo mire maior coordenação com o Senado para avançar a indicação.
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