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Tereza Cristina não recebeu convite para vice de Flávio e mira o Senado

Tereza Cristina é cotada como vice de Flávio Bolsonaro, porém nega convite; prioridade é a presidência do Senado e o Instituto Diálogos

Senadora Tereza Cristina (PP) é apontada como um nome forte para concorrer na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) como vice-presidente, embora ainda não tenha recebido um convite formal. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
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  • Tereza Cristina é cotada como vice na chapa de Flávio Bolsonaro para 2026; Valdemar Costa Neto elogia o nome, mas a decisão final caberá a Flávio e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • Assessores de Flávio afirmam que a composição é improvável; a senadora diz que nunca foi convidada e só pensaria no assunto se recebesse o convite.
  • Enquanto há corrente de gente discutindo o tema, ela busca lançar o Instituto Diálogos, com foco em debate aberto e propostas práticas; o primeiro grande evento está previsto para o último fim de semana de maio.
  • Pesquisa divulgada pelo Paraná Pesquisas indica que eleitorado valoriza ter uma mulher na chapa e perfis ligados ao agronegócio, mas não houve aproximação real com Flávio Bolsonaro.
  • No plano nacional, a senadora vê como objetivo maior a presidência do Senado, com atuação em temas do agronegócio, regularização fundiária e acordos comerciais; o caminho depende de Flávio vencer as eleições.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) vem sendo cotada como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições de 2026. A percepção é defendida pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que afirma ser um nome forte no agronegócio e com carisma. A decisão, no entanto, depende de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Assessores de Flávio dizem que a possibilidade não é viável no momento e que a senadora nunca recebeu convite formal. Tereza Cristina, em conversas recentes, reforça que não houve convite, que não é um projeto pessoal e que só pensaria em caso de confirmação oficial.

Enquanto o tema circula entre aliados, a senadora tem sinalizado outra prioridade: o lançamento do Instituto Diálogos, iniciativa voltada a debates com propostas pragmáticas. O instituto recebeu formalização em setembro do ano passado e teve o lançamento público recente.

Desempenho político e potencial impacto

Historicamente, Valdemar Costa Neto já mencionou Tereza Cristina como possível vice em campanhas anteriores, sem fricção com algo efetivo. A proximidade com o agronegócio e a experiência institucional no Senado costumam ser citadas como pontos fortes do nome.

Levantamento do Paraná Pesquisas, de dezembro, mostrou que 24,4% dos eleitores consideram relevante ter uma mulher na chapa. Outros 22,3% valorizam perfil voltado ao setor produtivo, enquadrando bem o uso de Tereza Cristina como referência econômica.

Pessoas próximas à senadora dizem que não houve aproximação real por parte de Flávio Bolsonaro. Michelle Bolsonaro mantém contatos frequentes com Tereza Cristina, e Valdemar Costa Neto a admira, mas isso não configura negociação.

Câmara alta, liderança e agenda

Tereza Cristina tem reiterado que a vice-presidência não é seu objetivo de vida. O foco, segundo interlocutores, está na presidência do Senado, posição para a qual mantém mandato até 2031 e uma agenda voltada à segurança jurídica no campo, abertura comercial e defesa de interesses do agronegócio.

Entre as pautas destacam-se o acordo Mercosul-UE, a Lei Geral de Licenciamento Ambiental, a regularização fundiária em áreas de fronteira e a condução de comissões sobre temas como marco temporal, defensivos agrícolas, mineração e terras indígenas.

O Instituto Diálogos pretende promover debates e propostas para governo e iniciativa privada. O primeiro grande seminário do instituto deve explorar a geoeconomia mundial, com foco em comércio internacional e impactos de políticas regionais.

Panorama local e plano de atuação

No Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina deve apoiar a campanha do governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ao Senado. Em nível nacional, o cenário para a presidência do Senado pode ganhar projeção caso Flávio Bolsonaro vença as eleições.

Caso o cenário se confirme, a disputa pela cadeira de presidente da Casa tende a favorecer Rogério Marinho, hoje coordenador da campanha de Flávio, segundo fontes próximas. A equipe de Flávio não respondeu às tentativas de contato.

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