- A governadora Raquel Lyra avança na montagem da chapa de reeleição em Pernambuco e negocia a entrada da ex-deputada Marília Arraes, rećem-filiada ao PDT.
- Lyra já consolidou acordo com Silvio Costa Filho, alinhado ao presidente Lula, que pode apoiar o quarto mandato do petista. O presidente tende a endossar a chapa de João Campos no estado.
- João Campos busca convencer Marília Arraes a apoiar sua candidatura ao governo, mantendo Humberto Costa no núcleo de apoio para a possível composição com o PT.
- Caso Marília integre a chapa, Lyra deve apoiar um candidato do PSD à Presidência (Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado ou Eduardo Leite) e afastar Lula de sua coligação.
- A possibilidade de alianças e a indefinição de vagas ao Senado aumentam a fragmentação da esquerda em Pernambuco, com chimarques abertos entre lideranças anteriormente alinhadas a Campos.
Raquel Lyra intensificou a montagem da chapa de reeleição em Pernambuco e busca incorporar Marília Arraes ao palanque. A governadora já consolidou acordo com Silvio Costa Filho e agora mira a ex-deputada, recém-filiada ao PDT. O objetivo é formar uma frente fortalecida para o Senado.
A interlocução entre Lyra, Costa Filho e Arraes ocorre em meio a disputas internas pela composição. Costa Filho e Arraes apoiam o presidente Lula, o que pode favorecer a chamada chapa lulista caso avancem juntos. Resta saber se Lula endossa a aliança.
João Campos, que lidera o PSB no estado, trabalha para manter alianças próprias. Ele já conta com Humberto Costa, do PT, na sua chapa para o governo. A viabilidade de incorporar Marília Arraes pode redefinir o cenário político local.
A estratégia de Lyra envolve também apoiar um nome do PSD de Gilberto Kassab à Presidência, como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado ou Eduardo Leite, o que poderia afastar Lula da composição da chapa. Essa leitura mostra limites entre alianças nacionais e locais.
Mudanças no eixo da esquerda
A negociação com Arraes provoca reorganização de candidaturas ao Senado, gerando um cenário mais fragmentado em Pernambuco. Aliados de Campos passam a avaliar outras opções e dialogar com a governadora.
A atuação de Humberto Costa também ganha novo ritmo. Mesmo buscando reeleição e apoio no interior, a conjuntura envolvendo outras candidaturas eleva a incerteza sobre o conjunto final da chapa. A cena permanece em ajuste constante.
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