- O deputado Rogério Correia afirmou ao UOL News que o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, tem barrado requerimentos e investigações que atingiriam figuras do bolsonarismo.
- Correia citou casos como defesa a Nikolas Ferreira e resistência a quebras de sigilo, alegando que esses itens não são levados a voto na CPMI.
- O deputado também questionou a relação de Viana com a Igreja da Lagoinha, incluindo o registro de emenda de R$ 3,6 milhões para a igreja, e disse haver conflito de interesse.
- Correia afirmou ter um requerimento antigo para convocar a deputada Gorete Pereira, que também não foi votado, e destacou que a apuração deveria se concentrar no esquema de descontos indevidos em aposentadorias.
- Segundo Correia, o material visto pela CPMI não continha mensagem ao Supremo citada por Viana; ele disse que os dados analisados vieram da Apple, na nuvem dos dispositivos do investigado, e não apenas da Polícia Federal.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), está sendo questionado por Rogério Correia (PT-MG) sobre supostos entraves a investigações que poderiam atingir figuras do bolsonarismo. Correia acusou o andamento de requerimentos e convocações de estar engavetado.
O parlamentar mineiro afirmou ao UOL News que a CPMI não tem avançado em pontos-chave, como quebras de sigilo e convocações, e citou casos ligados a figuras do núcleo bolsonarista. Ele também negou a existência de uma mensagem ao STF associada ao material analisado pela CPMI.
Correia destacou sinais de conflito de interesse, apontando supostas ligações entre o presidente da CPMI e a Igreja da Lagoinha. Segundo ele, o relatório não incluiria a quebra de sigilo de nomes ligados à instituição, o que, para o deputado, comprometeria a imparcialidade.
O deputado citou ainda a defesa a seu critério de Nikolas Ferreira e a ausência de votação de requerimento para deputada Gorete Pereira, que estaria relacionada ao tema. Ele reforçou que a apuração deve concentrar-se nos descontos indevidos em aposentadorias.
Correia disse não ter encontrado, no material visto, a suposta mensagem ao STF. O conteúdo analisado utilizaria dados obtidos pela Apple na nuvem de dispositivos do investigado, e não apenas material encaminhado pela Polícia Federal.
O UOL entrou em contato com a assessoria de Carlos Viana para ouvir a versão do senador, que será acrescentada assim que obtida a resposta. O canal apresenta o UOL News em edições diárias e horários específicos, com a programação disponível nas plataformas oficiais.
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