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Câmara não fará discussão atropelada sobre PEC da escala 6×1, diz Motta

Motta afirma que PEC da escala 6x1 não terá discussão atropelada; tramitação pela PEC exige negociação e avaliação de impactos econômicos

Presidente da Câmara, Hugo Motta, já disse que debate sobre o fim da escala 6x1 será uma das prioridades do ano legislativo de 2026 — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que não haverá discussão atropelada sobre a PEC da escala 6×1.
  • A PEC tramita na Comissão de Constituição e Justiça desde fevereiro e ainda precisa passar por comissão especial.
  • Motta disse que a tramitação pela PEC obriga setores a negociar e que o governo não deve acelerar o tema por meio de projeto de lei.
  • A proposta, de Erika Hilton (PSOL-SP), nasceu de mobilização do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e recebeu cerca de 1,5 milhão de assinaturas.
  • Motta destacou que o debate sobre o fim da escala 6×1 será prioridade do ano legislativo de 2026 e deve considerar impactos econômicos.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (17) que não conduzirá a discussão sobre a PEC que reduz a jornada de trabalho de forma atropelada. Ele participou de um almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo em Brasília.

Motta defendeu a tramitação da proposta via PEC e não por projeto de lei, como desejava o governo. Segundo ele, esse formato obriga os interessados a buscarem maior convergência e facilita a negociação entre governo, setor produtivo e trabalhadores. Sem esse acordo, a aprovação fica mais difícil.

O presidente ressaltou que o debate precisa considerar as consequências econômicas. Mesmo em ano eleitoral, ele disse que não permitirá condução descompromissada, sob o risco de impactos negativos para a economia e para a atual gestão.

Proposta e tramitação

A PEC apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) nasceu de mobilização do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e soma cerca de 1,5 milhão de assinaturas em apoiamento à revisão da escala 6×1. A PEC foi encaminhada à CCJ em fevereiro.

O texto pretende alterar a Constituição para fixar jornada diária de até 8 horas, semanal de até 36 horas e redução para 4 dias de trabalho por semana. As mudanças entrariam em vigor 360 dias após eventual promulgação da PEC.

A tramitação atual está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desde fevereiro e ainda deverá passar por comissão especial, conforme anunciado. Motta destacou que a equipe precisa planejar como absorver a nova realidade sem prejuízos.

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