- O senador Flávio Bolsonaro agradeceu a Javier Milei por ter reconhecido como “asilo político” a um brasileiro na Argentina, condenado por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023.
- Flávio e Milei se encontraram na posse de José Antonio Kast, novo presidente do Chile, em Santiago, hoje, conforme vídeo circulado pelo senador.
- O brasileiro recebeu status de refugiado político da Conare da Argentina na última quarta-feira, o que confere proteção internacional no país.
- O governo argentino ainda precisa formalizar o reconhecimento; a defesa de Corrêa avalia que o próximo passo é levar a resolução à Justiça para tentar suspender a extradição.
- Os atos de 8 de janeiro foram apontados pelo Supremo Tribunal Federal como o ápice de uma trama golpista que resultou na invasão de sedes dos três poderes em Brasília.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentou durante a posse de José Antonio Kast, no Chile, ter recebido apoio de Javier Milei, presidente da Argentina, por suposto “asilo político” a um brasileiro condenado no Brasil. O encontro ocorreu na manhã de hoje, em Santiago, e foi registrado em vídeo publicado pelo senador nas redes sociais.
Conforme as imagens, Flávio agradeceu Milei por ter sido o primeiro a reconhecer o refúgio de um brasileiro na Argentina. O vídeo mostra o breve diálogo entre os dois em uma cerimônia de posse que também reuniu outras lideranças políticas da região, segundo o material divulgado.
Brasileiro que estaria recebendo proteção foi identificado como Joel Borges Corrêa, condenado no Brasil a 13 anos e seis meses de prisão. A Argentina reconheceu, na última quarta-feira, o status de refugiado político para Corrêa, por meio da Comissão para Refugiados (Conare).
Status de refúgio e próximos passos
Apesar do reconhecimento, o governo argentino ainda precisa formalizar a decisão. O status de refugiado impede expulsão ou extradição enquanto tramita a proteção internacional. A defesa de Corrêa avalia apresentar a resolução da Conare à Justiça para suspender eventual processo de extradição.
Contexto sobre 8 de Janeiro
A origem do mecanismo de proteção está ligada aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando houve invasões a sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário em Brasília. O Supremo Tribunal Federal classificou os eventos como o ápice de uma tentativa golpista após o fim do mandato de Jair Bolsonaro.
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