- Paleontólogos italianos encontraram milhares de pegadas de dinossauros em uma parede rochosa quase vertical no Parque Nacional Stelvio, a mais de 2 mil metros de altitude.
- As pegadas, com até 40 centímetros de largura, apresentam marcas de garra e se estendem por cerca de cinco quilômetros no vale Fraele, próximo a Bormio.
- A descoberta é considerada um dos sítios mais ricos do mundo para o período Triássico.
- Especialistas apontam que as pegadas foram deixadas por manadas de herbívoros de pescoço comprido, possivelmente plateossauros, há mais de 200 milhões de anos, quando a região era lagoa quente.
- O local não é acessível por trilhas, e drones ou outras tecnologias de sensoriamento remoto deverão ser usados para estudo.
O que aconteceu
Paleontólogos italianos anunciaram a descoberta de milhares de pegadas de dinossauros em uma parede rochosa quase vertical, a mais de 2 mil metros de altitude. O achado ocorreu no Parque Nacional Stelvio, no vale Fraele, perto de Bormio, região norte da Lombardia. As pegadas se estendem por cerca de cinco quilômetros.
Quem está envolvido
A equipe é formada por especialistas do Museu de História Natural de Milão, com o paleontólogo Cristiano Dal Sasso à frente, e pelo icnólogo Fabio Massimo Petti, do museu MUSE, de Trento. Também participou uma coletiva realizada na sede da Região da Lombardia.
Quando e onde
A divulgação ocorreu durante uma coletiva na terça-feira, na sede da Região da Lombardia. A região fica na área de Stelvio, próximo aos locais de competição dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, em Milão-Cortina, na Lombardia.
Como e por quê
As pegadas, de até 40 cm de largura com marcas de garra, formaram-se há mais de 200 milhões de anos, quando o local era uma lagoa quente. Sedimentos moles imprimiram as pegadas, que ficaram preservadas ao longo do tempo como rocha.
O que dizem as evidências
Especialistas apontam que as marcas são compatíveis com manadas de herbívoros de pescoço comprido, possivelmente plateossauros. A preservação detalhada envolve impressões de dedos e de garras, indicativas de lâminas de lama antiga.
Desdobramentos científicos
À medida que o continente africano avançava para o norte, a região foi dobrada e elevada, criando os Alpes. A mudança geológica explica por que as pegadas ficaram em posição vertical na encosta montanhosa, segundo os pesquisadores.
Condições de acesso e próximos passos
A área não é acessível por trilhas, o que limita a visitação. Drones e tecnologias de sensoriamento remoto devem ser usados para estudo e mapeamento. A descoberta amplia a lista de sítios do Triássico na Itália e no mundo.
Impacto para o evento esportivo
A região aparece como cenário próximo aos locais de competição dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, reforçando o interesse científico da área em paralelo com os eventos esportivos. Autoridades locais destacam o potencial turístico e educativo do sítio.
Entre na conversa da comunidade