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Crânio fóssil minúsculo revela novo réptil do sul do Brasil há 240 milhões de anos

Crânio de 9,5 milímetros revela Sauropia macrorhinus, menor tetrápode do Triássico na América do Sul, expandindo o conhecimento da fauna do sul do Brasil há 240 milhões de anos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Fotografia do Crânio fossilizado do Sauropia macrorhinus.
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  • Crânio fossilizado de 9,5 milímetros, encontrado em Novo Cabrais, Rio Grande do Sul, aponta Sauropia macrorhinus, a menor tetrápode já registrada no Triássico sul-americano.
  • Estimativa indica comprimento total de cerca de cinco centímetros; o animal teria aparência de lagarto pequeno, com olhos grandes, narinas amplas e dentes em formato de pino.
  • Classificado como procolofonoide, grupo de pararépteis; confirmação da nova espécie foi feita com tomografias de alta resolução e modelos tridimensionais.
  • Provavelmente era insectívoro; o achado ajuda a entender a fauna e as relações predador-predado em ecossistemas triássicos, incluindo possíveis predadores de pequeno porte.
  • Nome Sauropia faz alusão a “piá” (criança) do sul do Brasil, sugerindo um indivíduo jovem; espécie pode ter convivido com predadores como Parvosuchus aurelioi.

Um crânio fossilizado de apenas 9,5 milímetros aponta a descoberta de uma nova espécie de réptil extinto no sul do Brasil. Pesquisadores da UFSM descrevem Sauropia macrorhinus, com apenas 5 cm de comprimento estimado. O achado ajuda a entender a life terrestre há 240 milhões de anos.

O exemplar foi encontrado em Novo Cabrais, interior do Rio Grande do Sul. Mesmo com tamanho reduzido, o material preserva traços anatômicos suficientes para a identificação de um animal novo na ciência. Trata-se do menor tetrápode já registrado em depósitos do Triássico da América do Sul.

Detalhes da descoberta e classificação

Tomografias de alta resolução e modelos 3D foram usados para analisar estruturas não visíveis a olho nu. Os resultados apontam características únicas, confirmando a novíssima espécie dentro dos Procolophonoidea, grupo de pararépteis.

Sauropia macrorhinus foi classificado como procolofonoide, grupo raro no Triássico Médio da América do Sul. A maior parte dos fósseis da região costuma representar animais grandes, o que torna o achado ainda mais significativo.

Contexto paleontológico e alimentação

Estimativas indicam que o animal media cerca de 5 cm. A dieta provavelmente incluía insetos e pequenos invertebrados, com dentes simples e em forma de pino. Narinas amplas também compõem o conjunto de traços diagnósticos.

O estudo aponta que esse pequeno réptil coexistia com predadores de porte moderado na região. Um candidato plausível na dieta é Parvosuchus aurelioi, réptil próximo dos crocodilos descrito no mesmo entorno.

Significado científico

Segundo o pesquisador Rodrigo Temp Müller, líder do estudo, o grupo dos pararépteis sobreviveu a grandes extinções, evoluindo em paralelo a dinossauros. A descoberta de Sauropia macrorhinus amplia o conhecimento sobre a diversidade Triássica sul-americana.

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