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Emendas ajudam a inflar cachês; prefeituras do Nordeste cancelam o Carnaval

Prefeituras do Nordeste reduzem festas diante de aumentos de cachês, com cancelamentos de Carnaval e critérios para contenção de gastos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Carnaval de Tauá (CE) em 2024; neste ano, não haverá festa
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  • Prefeituras do Nordeste tentam frear o aumento de cachês de artistas para Carnaval e festas juninas, buscando valores mais próximos da realidade.
  • No Ceará, Tauá, Caucaia e Jaguaretama anunciaram cancelamento de festas; Massapê reduzirá a programação de quatro para um dia, citando o alto custo das bandas.
  • Aprece (Associação dos Municípios do Ceará) aponta alta de cachês acima de cem por cento, com algumas bandas cobrando até 800 mil reais; emenda Pix é apontada como impulsionadora dos custos.
  • Em áreas vizinhas, estados como Bahia e Paraíba discutem regras de contratação de artistas e firmaram acordos para garantir maior transparência nos gastos com eventos, incluindo termos de ajuste de conduta.
  • Municípios de Paraú (Rio Grande do Norte) e Santa Luzia (Paraíba) cancelaram Carnaval para direcionar recursos a ações contra a estiagem.

O aumento no valor dos cachês cobrados por artistas preocupa prefeitos do Nordeste, que buscam alinhamento para frear preços acima da realidade. Festas de Carnaval ganham impacto, com cidades cogitando cancelar ou diminuir as comemorações.

No Ceará, Tauá, Caucaia e Jaguaretama anunciaram cancelamentos ou redução de festas. Em Natal/RN não é Natal, é Paraú: prefeitura cancelou o Carnaval para investir em ações contra a seca. Santa Luzia, na Paraíba, adotou o mesmo argumentos.

Ozires Pontes, prefeito de Massapê (CE), declarou que quatro dias viraram apenas um por custo. Ele criticou o cachê alto, dizendo que bandas demandam valores incompatíveis com a realidade financeira de pequenas cidades.

Preço acima do razoável: Joacy Alves Junior, presidente da Aprece, afirma que alguns cachês cresceram mais de 100% de um ano para o outro. Valores chegam a 200 mil, 300 mil e até 800 mil em alguns casos, sem licitação.

Contribuem para a alta o aumento na quantidade de festas pagas com recursos federais e uma nova prática: emendas parlamentares custeando shows. Hoje, a contratação ocorre diretamente pelo poder público, ampliando a demanda.

A criação da emenda Pix permite que o dinheiro llegue à prefeitura sem etapas adicionais, o que, segundo a associação, eleva os custos dos shows. A inflação de 2026 agravou as dificuldades orçamentárias municipais.

Emendas e custos

Na prática, a disponibilidade de recursos facilita festas para muitos municípios, alimentando a demanda por artistas. A percepção geral é de que o mercado responde com preços maiores, dificultando o equilíbrio financeiro local.

Na Bahia, uma comissão de prefeitos se reuniu com o Ministério Público para definir critérios de gastos com artistas no São João. O objetivo é dar lisura aos gastos e evitar desvios de recursos.

O TAC elaborado pela Bahia estabelece limites de custos e busca evitar gastos desproporcionais diante da inflação regional. Prefeitos da região consideram a medida necessária para manter serviços públicos estáveis.

O TCE da Paraíba também participou de uma reunião recente sobre o tema. Líderes da região do Cariri e do Agreste estimam que muitos municípios estão sem condições de pagar cachês elevados.

A partir desses debates, associações municipais nordestinas destacam a necessidade de ações conjuntas para enfrentar a inflação de cachês, sem comprometer a realização de festas tradicionais.

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