- A liderança da Reform Run em Kent afirmou quase £40 milhões em poupanças ligadas a net zero, baseadas em projetos hipotéticos sem documentação de negócio.
- A revelação veio após uma solicitação de transparência (Freedom of Information) feita pela deputada trabalhista Polly Billington, que mostrou que os dois itens citados estavam apenas em duas linhas do orçamento de 2025-26, sem estudo de viabilidade ou financiamento definido.
- Billington chamou as alegações de “mentira flagrante” e disse que os projetos não existiam de fato, acusando a liderança de tentar obter crédito político por supostas economias fantasiosas.
- O conselho de Kent afirmou que os itens eram medidas de “economia de custos futuros” incluídas apenas como possibilidades não aprovadas, justificando que são normal em planejamento de médio prazo.
- O episódio levou ao afastamento de Paul Chamberlain, chefe do então grupo de eficiência, que pediu desculpas por um “lapse de julgamento”; o gabinete da Reform restringiu a justificativa técnica das cifras.
O conselho de Kent, apresentado pela formação Reform UK, enfrenta acusações de apresentar uma economia de quase 40 milhões de libras em medidas de net zero apoiadas em projetos hipotéticos, sem documentação que comprove sua viabilidade. A denúncia envolve o líder do órgão, Linden Kemkaran, e o que o partido classifica como uma “dept de eficiência” local.
O ranking de gestão de Kemkaran diz ter encontrado 100 milhões em economias, sendo 39,5 milhões vinculados a dois projetos relacionados ao net zero. Entre eles, 32 milhões seriam de um programa para tornar imóveis mais ecológicos e 7,5 milhões da não eletrificação completa da frota até 2030. As informações foram apresentadas em julho passado em uma reunião do conselho.
Processo de escrutínio e resposta oficial
Polly Billington, deputada trabalhista de Kent, solicitou detalhes por meio de um pedido de informações, desencadeando uma disputa com o conselho. A resposta final indicou que os dois itens aparecem apenas como duas linhas de “projetos de capital potenciais” em planos orçamentários de 2025-26, sem casos de negócio ou funding definidos.
Billington descreveu as alegações como “uma mentira descarada” e acusou Kemkaran de buscar crédito por supostos atrasos de custos e por economias “fantásticas” para fins políticos. O partido no poder rebateu, dizendo que se trata de medidas de prevenção de custos futuros, ainda sem aprovação formal, portanto legítimas para menção como economia.
Repercussões internas e posicionamentos oficiais
A discussão acontece após um dos vereadores da Reform admitir que não houve grande identificação de desperdícios ao assumir a gestão do órgão no ano anterior. O ex-chefe da departamento de eficiência, Paul Chamberlain, pediu desculpas por um “lapso de julgamento” e deixou o cargo.
Em nota oficial, o conselho afirmou que rejeita qualquer acusação de irregularidade ou fabricação de números. O texto destaca que as cifras referem-se a suposições futuras divulgadas no orçamento, sem projetos aprovados, considerados como medidas de prevenção de custos que reduzirão investimentos futuros.
Contexto político e desdobramentos
A divergência envolve ainda o papel de Hadwen, assessor político de Kemkaran, cuja nomeação gerou críticas de oposição. Hadwen rebateu as acusações, defendendo que a gestão visa evitar desperdícios. O caso evidencia tensão entre o atraso de custos futuros e a necessidade de transparência na narrativa orçamentária.
Entre na conversa da comunidade