- Gastos administrativos do governo federal chegaram a R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior valor em nove anos.
- Dados da Secretaria do Tesouro Nacional, apurados pelo G1, consideram série histórica desde 2011 com ajustes pela inflação.
- As despesas referem-se ao custeio da máquina pública (água, energia, telefone, limpeza, vigilância, TI, aluguel, diárias, passagens e serviços bancários) e não incluem benefícios sociais nem salários.
- O Ministério da Gestão e da Inovação aponta margem de R$ 129,2 bilhões para gastos livres em 2026, para cobrir custeio, investimentos e operações.
- Especialistas dizem que o crescimento do custeio reduz a capacidade de investimentos, mantendo o gasto dentro do teto do novo arcabouço fiscal, com limite de 2,5% ao ano acima da inflação.
O gasto administrativo do governo federal bateu R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior valor em nove anos, ajustado pela inflação, segundo dados oficiais do Ministério da Gestão e Inovação e divulgação pelo G1. A despesa, que não considera benefícios sociais ou salários, mede apenas o custeio da máquina pública.
A série histórica começa em 2011 e mostra como o custeio variou conforme os ciclos políticos. Entre 2011 e 2016, durante Dilma Rousseff, ficou acima de R$ 70 bilhões. Após o impeachment, houve recuo sob Temer e Bolsonaro, desde 2023 o gasto voltou a crescer, sob Lula.
Segundo o Portal do G1, com dados da STN, o governo terá R$ 129,2 bilhões de margem para gastos livres em 2026, valor que precisa cobrir custeio, investimentos e despesas operacionais.
Para o governo Lula, os valores de 2025 superaram os de 2024 (R$ 65,1 bilhões) e 2023 (R$ 63,2 bilhões). Já sob Bolsonaro, os patamares variaram entre R$ 57,7 bilhões e R$ 65,8 bilhões, em anos anteriores.
Especialistas destacam que o aumento do custeio pode reduzir espaço para investimentos. O diretor-executivo da IFI, Marcus Pestana, aponta que a margem para investimentos é limitada diante da estrutura fiscal vigente.
O custeio da máquina pública integra os gastos livres, sujeitos ao arcabouço fiscal, cujo limite impõe crescimento anual de até 2,5% acima da inflação. Essa regra impacta a prática orçamentária de ministérios.
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