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Dada a toxicidade das redes, ainda é ético usá-las?

É ético usar redes sociais diante de racismo e conteúdos extremistas, enquanto políticos defendem-se em plataformas sob escrutínio e críticas por abusos

‘None of this would be as disturbing if the disgust wasn’t accompanied by a pull to keep posting.’ Photograph: Peter Dazeley/Getty Images
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  • A Realidade atual das redes sociais é debatida como ética: plataformas são cheias de conteúdo racista, misógino e extremista.
  • Na semana em que o líder britânico Keir Starmer enfrenta pressão, membros do governo defenderam publicamente o premiê em X (antigo Twitter).
  • A plataforma é criticada por permitir conteúdos problemáticos, como imagens sexuais não consensuais e divulgação de propaganda de ódio, além de casos envolvendo figuras políticas.
  • Revelações sobre o Substack mostram a existência de newsletters com conteúdos de supremacia branca e antisemitismo, destacando o desafio de filtrar o que é compartilhado online.
  • O texto aponta que redes sociais continuam a servir como meio de participação política e de apoio a pessoas oprimidas, ao mesmo tempo em que geram dilemas éticos e normalização de comportamentos nocivos.

O debate sobre a ética do uso de redes sociais ganhou impulso diante da proliferação de conteúdo odioso. Plataformas são apontadas por racismo, misoginia e retórica de extrema direita, levando a questionar se ainda é aceitável permanecer ativamente nessas redes.

Nesta semana, ministros de um governo responderam a críticas públicas em X, com defensores destacando que é comum ver representantes usar a plataforma. O tema surge no contexto de escândalos envolvendo figuras políticas de alto escalão.

O uso de X/antiga Twitter é destacado pela sua associação com acontecimentos políticos recentes, além de incidentes que expõem conteúdos prejudiciais para mulheres e meninas. Analistas observam que a rede se tornou palco de discussões políticas cada vez mais polarizadas.

Atualizações de plataformas populares também alimentam o debate. Houve casos de conteúdos polêmicos e de manipulação algorítmica, que favorecem mensagens extremistas, com reflexos em campanhas e na percepção pública.

Relatos sobre outras plataformas indicam problemas de moderação. Enquanto Facebook, Instagram e TikTok enfrentam críticas históricas, a discussão atual foca na responsabilidade de plataformas na disseminação de desinformação e conteúdo nocivo.

A reportagem aponta que Substack, plataforma de newsletters, passou a hospedar conteúdos extremistas, incluindo símbolos e discursos de ódio. A prática é citada como exemplo da dificuldade de escolher onde publicar sem apoiar conteúdos problemáticos.

Especialistas ressaltam que a conectividade online pode ser vital para grupos oprimidos, permitindo mobilização e apoio. Contudo, o ambiente digital também expõe indivíduos a riscos de exposição a conteúdos prejudiciais e abusivos.

O dilema apresentado é claro: manter a presença online para fins práticos e de comunicação pública, ou abandonar as redes diante de abusos generalizados. O texto aponta que a decisão depende de circunstâncias individuais e das possibilidades de proteção.

O peso político desse tema se mantém, com debates sobre o papel das plataformas na democracia. A matéria sugere que ação regulatória, bem como escolhas de usuários, influenciam o equilíbrio entre utilidade e dano nas redes.

Fonte: The Guardian. A reportagem analisa práticas de plataformas digitais e o impacto de conteúdos nocivos na vida pública e privada, destacando a necessidade de debates informados sobre ética e responsabilidade online.

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