- O secretário de saúde, Robert F. Kennedy Jr., lançou esforço para aumentar a educação em nutrição nas escolas de medicina, com 40 horas de ensino ou equivalentes a partir de outono de 2026.
- Até quinta-feira, 53 escolas médicas haviam aderido voluntariamente à iniciativa, que exige avaliar o ensino atual, designar um docente responsável pela educação nutricional e publicar um plano para atingir as 40 horas.
- Kennedy afirmou que a medida faz parte da agenda Maha (Make America Healthy Again) e que instituições que não adotarem mudanças podem ter cortes de financiamento federal, enquanto as que adotarem podem receber reconhecimento público.
- A iniciativa tem apoio de diversas escolas em estados Republican e Democrata, incluindo Universidade de Alabama em Birmingham, Universidade da Flórida, Universidade de Kentucky, Universidade de Oklahoma, Texas Tech, UC Irvine, George Washington University, NYU e Tufts; Brown, Columbia e Cornell não aderiram.
- O secretário também mencionou a possibilidade de remover certos alimentos do mercado se as empresas não comprovarem segurança, citando Dunkin’ Donuts e Starbucks como exemplos a serem avaliados.
O secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr, anunciou nesta quinta-feira uma medida para ampliar a educação nutricional nas faculdades de medicina. O objetivo é estabelecer 40 horas de conteúdo ou o equivalente em competência nutricional a partir do outono de 2026. A iniciativa integra a agenda Maha, Make America Healthy Again.
Até a manhã desta quinta, 53 escolas médicas já haviam aderido à iniciativa, segundo oficiais da Health and Human Services. As instituições vão oferecer 40 horas de ensino ou o equivalente de competência em nutrição, conforme anunciou Kennedy durante o lançamento.
As escolas participantes devem avaliar o que já é oferecido, designar um responsável pela educação nutricional e publicar um plano de implementação com o total de horas. O objetivo é tornar a nutrição parte central da formação médica.
Avanço na educação médica
A adesão de várias faculdades, incluindo universidades de estados tanto republicanos quanto democratas, marca um avanço da pauta de Kennedy dentro do meio acadêmico. Entre as instituições estão Alabama at Birmingham, Florida, Kentucky, Oklahoma e Texas Tech.
Outras universidades como UC Irvine, George Washington, NYU e Tufts também integram o grupo. Contudo, Brown, Columbia e Cornell não aderiram, mesmo mantendo alguns centros médicos de destaque.
Kennedy sinalizou, em recente discurso, a possibilidade de retirar determinados alimentos do mercado caso empresas não apresentem dados de segurança. Em fala na Texas, citou debates com redes de fast-food, mencionando Dunkin’ Donuts e Starbucks.
Contexto e desdobramentos
A proposta ocorre em meio a críticas anteriores às posições de Kennedy sobre vacinas, com diferentes setores científicos apontando deficiências em fundamentação. O esforço é visto como alinhamento entre a agenda política do governo e prioridades no ensino superior.
Especialistas ressaltam que a educação nutricional mais robusta pode influenciar a prática clínica, mas destacam a necessidade de avaliações independentes sobre impacto real na saúde pública. As informações são de autoridades da pasta e veículos de imprensa.
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