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Saúde vira rotina: o wellness como estilo de vida contínuo

Wellness deixa de ser moda e vira identidade urbana: cuidado contínuo, dados pessoais e tecnologia definem uma nova cultura de saúde preventiva

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Ursula Coelho, biomédica e CEO da EON 2LIFE (Crédito: Camila Siles)
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  • O wellness passa a ser parte da rotina, substituindo o modelo de saúde apenas reativo e episódico por um cuidado contínuo e integrado.
  • Em 2024, a economia do wellness moveu US$ 6,8 trilhões, com expansão prevista até 2029, destacando prevenção, bem‑estar e qualidade de vida como objetivos centrais.
  • Wearables e aplicativos de saúde ajudam a medir sono, atividade e biomarcadores, empoderando pessoas a tomar decisões junto com profissionais.
  • A nutrição é vista como parte de um estilo de vida, com personalização que considera genética, rotina e contexto de vida, indo além de dietas prontas.
  • O wellness é apresentado como identidade urbana e investimento de longo prazo em saúde e produtividade, apoiado por ciência, tecnologia e dados, sinalizando mudança cultural irreversível.

O wellness está passando de uma tendência para um eixo estruturante da rotina de cuidado com a saúde. A ideia é ampliar o foco de tratamento pontual para uma prática contínua que envolve corpo e mente, influenciando cultura, ciência e comportamento. O modelo de consultas esporádicas vai cedendo espaço a uma visão integrada de prevenção e bem‑estar.

Segundo dados do Global Wellness Economy Monitor 2025, o setor movimentou cerca de US$ 6,8 trilhões em 2024 e segue em expansão. O recorte aponta a prioridade de manter equilíbrio físico e mental ao longo do tempo, em vez de agir apenas quando surgem problemas. A mudança reflete transformações no consumo e na oferta de serviços ligados à saúde.

Para a biomédica Ursula Coelho, CEO da EON 2LIFE, a transição resulta de pressões de dois lados: o aumento da preocupação com prevenção pela maior longevidade e a incorporação de tecnologias que estimulam acompanhamentos frequentes. A relação entre público e medicina passa a caminhar para uma saúde mais contínua do que episódica.

O acesso a dados pessoais de saúde cresce com wearables que monitoram sono, atividade e batimentos, além de apps que interpretam biomarcadores. Essas informações orientam decisões diárias, abrindo espaço para um cuidado cada vez mais personalizado e integrado à vida real, além de consultas médicas.

Ao ampliar o papel dos dados, surge maior empoderamento dos pacientes. A participação nas decisões médicas se torna mais próxima, o que favorece engajamento e adesão a longo prazo. Mesmo com o avanço técnico, a interpretação dos dados ganha importância para evitar ansiedade gerada por números não contextualizados.

Da prática clínica, emerge a passagem de uma nutrição centrada em resposta a crises para um cuidado diário de autocuidado. A alimentação passa a compor um estilo de vida sustentável, associado a sono de qualidade, gestão do estresse e atividade física regular, com impactos diretos no metabolismo e nos hormônios.

Ainda que haja avanço, a transição é desigual. Em muitos casos, a demanda ainda é corretiva, ligada a questões estéticas, desequilíbrios ou fases da vida como gestação e menopausa. A prevenção plena permanece minoritária, revelando coexistência entre antigos hábitos e novos hábitos de cuidado.

A Nutrição se consolida como um conjunto integrado: alimentação, sono, intestino e sedentarismo interferem na utilização de nutrientes e na regulação hormonal. A personalização ganha valor central, levando em conta genética, rotina e contexto social de cada pessoa.

Com a tecnologia, o wellness se transforma em identidade urbana. Dados em tempo real ajudam a monitorar sono, estresse, frequência cardíaca e glicose, mas é necessária interpretação contextual para evitar angústia. Ferramentas com insights tornam o monitoramento uma ação consciente e eficaz.

A ideia de saúde deixa de ser apenas ausência de doença para abarcar bem‑estar biopsicossocial, alinhado a protocolos internacionais e à OMS. Essa visão sustenta uma relação mais estável entre médico e paciente, com decisões compartilhadas que promovem maior engajamento.

No horizonte, o wellness é visto como investimento de longo prazo, não apenas para evitar doenças, mas para manter desempenho e produtividade. A expectativa é de crescimento contínuo, com a personalização guiando serviços e experiências que favoreçam equilíbrio físico e emocional.

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