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África do Sul apoia tratado para triplicar capacidade nuclear global até 2050

África adota plano de ampliar energia nuclear até 2050, mas financiamento internacional permanece como principal entrave para o avanço diante de apagões

Warning sign on a beach near the Koeberg nuclear power plant in Cape Town.
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  • África assinou a Declaração para triplicar a capacidade nuclear até 2050, unindo-se a trinta e três países durante a cúpula do clima da ONU em Dubai, em 2023.
  • A decisão foi anunciada durante a Africa Energy Indaba, em 5 de março, em Cape Town, com o ministro da eletricidade e energia afirmando que a energia nuclear é uma necessidade estrutural para o mix energético futuro.
  • O maior desafio apontado é o financiamento, de instituições internacionais e fornecedores, para apoiar o crescimento da energia nuclear na África.
  • Atualmente, mais de oitenta por cento da eletricidade da África do Sul vem do carvão; a energia nuclear representa cerca de quatro por cento, com planos de acrescentar cinco mil e duzentos megawatts, além dos mil e oitocentos megawatts já produzidos.
  • Grupos da sociedade civil contestam projetos nucleares, incluindo uma ação no High Court contra o site de Duynefontein, o que pode atrasar os planos para 2039.

South Africa anunciou o endosso da Declaração para Triplicar a Capacidade Nuclear até 2050, juntando-se a 33 países signatários durante a cúpula climática da ONU em Dubai, em 2023. O compromisso é não vinculante.

O anúncio foi feito na Africa Energy Indaba, realizada em Cape Town no dia 5 de março de 2026. O ministro da Eletricidade e Energia, Kgosientsho Ramokgopa, afirmou que a energia nuclear é necessária para o mix energético futuro do país.

A spokesperson Tsakane Khambane, do Ministério, destacou o sinal de comprometimento com segurança energética, ampliação de acesso à energia e metas climáticas. Ramokgopa ressaltou que o principal desafio é obter financiamento mais justo de credores internacionais e instituições multilaterais.

Financiamento e viabilidade

Atualmente, mais de 80% da eletricidade sul-africana vem do carvão, o que impacta o clima. A participação de renováveis fica em torno de 10% e a nuclear, principalmente pela usina Koeberg, representa cerca de 4%.

O governo mantém a aposta em uma matriz diversificada, incluindo carvão, nuclear, renováveis e hidrelétrica. A expectativa é de mudanças significativas na composição energética nas próximas décadas com expansão de renováveis e nuclear.

Planeja-se ampliar a capacidade nuclear em 5.200 megawatts, além dos 1.800 MW já produzidos. Tal aumento exige investimentos expressivos e estrutura de financiamento alinhada à realidade de desenvolvimento do continente.

Atores e entraves legais

Especialistas questionam a capacidade de o governo assegurar o financiamento necessário. O analista Chris Yelland afirma que a energia flexível, capaz de responder rapidamente a variações de energia renovável, é mais útil do que grande parte da nuclear para o momento.

Organizações da sociedade civil também contestam projetos nucleares. Três grupos apresentaram uma ação judicial no Tribunal Superior contra o现场 de Duynefontein, na Western Cape, alegando dados ambientais desatualizados e a falta de consideração de alternativas como vento e solar.

Essa ação pode atrasar planos de expansão de nuclear até 2039, conforme informações que circulam entre autoridades e especialistas.

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