- A Rosatom afirmou que continuará seus projetos de usinas nucleares no exterior e manterá seus compromissos, mesmo diante das novas sanções britânicas contra empresas russas.
- O Reino Unido incluiu três subsidiárias ligadas a projetos estrangeiros da Rosatom no pacote de sanções, alegando que elas buscam contratos para novas instalações nucleares no exterior.
- A Rosatom disse que restrições unilaterais são ilegítimas segundo o direito internacional e destacou a segurança como prioridade no setor de energia nuclear pacífica.
- A Rosatom, segundo a empresa, tem o maior portfólio mundial de projetos de usinas nucleares no exterior, com 33 grandes unidades em andamento.
- No Cazaquistão, o programa de construção continua: a agência local disse que sanções britânicas não afetam o andamento, pois não há contratos com entidades sancionadas, e o país monitora riscos e políticas de sanções de outros países.
Rosatom, a estatal russa, afirmou nesta quinta-feira que seguirá com seus projetos de usinas nucleares no exterior e manterá seus compromissos, mesmo diante de sanções britânicas contra empresas do grupo.
O governo do Reino Unido incluiu três subsidiárias ligadas a projetos estrangeiros da Rosatom em seu pacote de sanções mais amplo desde o início da invasão da Ucrânia, alegando que elas buscam contratos para novas instalações nucleares no exterior e ajudam a ampliar receitas de energia.
A Rosatom respondeu considerar ilegítimas, sob o direito internacional, as restrições unilaterais. Em relação à energia nuclear pacífica, destacou que a segurança é a prioridade e que medidas como as anunciadas minam esse pilar. A empresa confirmou que não está sujeita a sanções.
A Rosatom mantém a posição de liderança mundial na construção de usinas, com o portfólio mais robusto até 2024, envolvendo 33 unidades de grande porte em andamento. Atualmente, trabalha em plantas na Turquia, Egito, China, Bangladesh, Hungria, Cazaquistão e outros países.
Projeto no Cazaquistão
Em junho de 2025, o país escolheu a Rosatom para liderar um consórcio internacional que construirá a primeira usina nuclear local. A Agência Nuclear do Cazaquistão (KAEA) informou nesta quinta-feira que as sanções britânicas não afetam o andamento do projeto, pois não há contratos com entidades sancionadas nem com subcontratados.
Segundo a KAEA, as obras avançam conforme o planejado. A agência destacou que acompanha políticas de sanções de outros países e avalia riscos ao ritmo das obras, mantendo o controle sobre o cronograma.
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