- A usina de Hinkley Point C, no sudoeste da Inglaterra, terá início das operações em 2030, um ano depois do previsto, após novos atrasos.
- O custo total de construção sobe para £ 35 bilhões, quase o dobro do orçamento aprovado em 2016, com o atraso de quase treze anos desde o início das obras.
- A EDF informou que o atraso gera um impacto de € 2,5 bilhões em suas contas.
- Quando operante, a usina deve responder por cerca de sete por cento da demanda de eletricidade do Reino Unido, e o projeto Sizewell C deve gerar energia para cerca de 6 milhões de domicílios.
- Os consumidores de energia do Reino Unido devem pagar mais de £ 2 bilhões por ano em subsídios à EDF pela energia gerada pelas usinas nuclear, com o preço fixo vigente conforme contratos do governo.
Hinkley Point C, a nova usina nuclear britânica, sofrerá atraso adicional. A EDF, estatal francesa, informou que a primeira usina entrará em operação em 2030, um ano depois do previsto. O atraso eleva o custo total para cerca de £35 bilhões.
A EDF atribui o atraso a uma sequência de entraves no cronograma de construção. O custo já acumulado terá impacto financeiro significativo para a empresa e para o governo, já que o projeto recebeu apoio público.
A primeira fase da planta fica em Somerset, no sudoeste da Inglaterra. Quando em operação, a usina deverá fornecer cerca de 7% da demanda elétrica do Reino Unido.
Contexto financeiro e impactos
O custo estimado de 35 bilhões de libras considera números de 2015, reajustados pela inflação. A EDF informou que a estimativa atual é mais realista e que a faixa de conclusão não mudou desde 2024.
Além de Hinkley Point C, a EDF lidera o projeto Sizewell C, em Suffolk, com participação de 12,5% da empresa, previsto para gerar energia suficiente para cerca de 6 milhões de residências.
Desempenho e consequências
Os atrasos impactam os resultados financeiros da EDF. A empresa reportou lucro líquido anual de aproximadamente €29 bilhões em 2025, queda em relação a 2024, pressionada por menor geração e preços de wholesale mais baixos.
O atraso também coincide com desafios de outra usina similar na França, Flamanville, que enfrentou atraso superior a 12 anos e elevação de custos. A situação alimenta críticas sobre prazos e orçamentos de grandes projetos nucleares.
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