- A usina de Zaporizhzhia, maior da Europa, está parada desde a ocupação russa e só poderia retomar as operações com o controle devolvido à Ucrânia.
- O chefe da Energoatom, Pavlo Kovtunyuk, afirmou que a Rússia não possui equipamentos e peças sobressalentes necessários, tornando a reinicialização insegura sem cooperação ucraniana.
- A usina tem seis reatores e, em condições plenas, poderia atender a cerca de um terço da demanda de energia da Ucrânia, mas a retomada depende de evitar a operação sob controle russo.
- Kovtunyuk disse que a planta utiliza tecnologia e combustível americanos incompatíveis com o atual parque russo, exigindo substituições e mudanças no sistema de controle para reativação.
- O risco de acidentes foi citado, especialmente após o rompimento da barragem de Kakhovka, que reduziu as reservas de água para resfriamento, agravando as preocupações com a segurança.
Oito meses de paz, a maior usina nuclear da Europa permanece sob controle russo. Segundo Pavlo Kovtoniuk, chefe da Energoatom, a reinstalação segura depende de devolver a operação à Ucrânia. Atualmente, os seis reatores estão desligados desde a tomada.
Kovtoniuk afirmou que a Rússia não possui equipamentos e peças sobressalentes necessários para operar a usina. O controle, proteção e monitoramento são, em grande parte, de origem ucraniana, o que complica qualquer retorno operacional sem cooperação de Kiev.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira por meio de entrevista da Energoatom. A Rússia havia sinalizado, no ano passado, a possibilidade de reativar pelo menos um reator, com previsão de retorno à produção em 2027 segundo a chefia indicada por Moscou.
A usina está situada em Zaporizhzhia, na Ucrânia, e, quando operante, poderia suprir cerca de um terço da demanda energética do país. O desfecho sobre seu controle tem sido ponto central nas negociações de paz mediadas pelos EUA.
A Ucrânia defende que a gestão permaneça sob its control e que o retorno da operação seja feito sem participação russa. Moscou sustenta que a área pertence à Federação Russa e que Rosatom seria responsável pela usina.
Além disso, Kovtoniuk afirmou que o combustível americano utilizado nos reatores precisaria ser substituído para qualquer relançamento, e que o sistema de controle de energia exigiria uma mudança total para compatibilidade com esse combustível.
Rosatom não retornou pedidos de comentário sobre as declarações de Kovtoniuk. O chefe ucraniano lembrou ainda que a planta não está compatível com a tecnologia atualmente adotada pela Rússia.
O dirigente destacou ainda que a disponibilidade de água é insuficiente para refrigerar mesmo um reator, agravada pela perda do reservatório da Represa de Kakhovka em 2023, que reduz a água disponível ao complexo.
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