- O governo dos EUA propõe que estados se proponham a sediar um repositório geológico permanente para combustível nuclear usado, dentro de um campus com usinas, reprocessamento e centros de dados.
- A ideia busca solução para cerca de 100 mil toneladas de resíduos nucleares mantidos temporariamente em usinas e outros locais.
- Reatores modulares pequenos (SMRs) devem gerar volumes de resíduos semelhantes ou maiores por unidade de energia do que os reatores atuais, aumentando o desafio de descarte.
- Alguns fabricantes disseram que avanços tecnológicos podem reduzir o volume a descartar, mas concordam que um repositório permanente ainda é necessário.
- Países como Finlândia já avançam com repositórios permanentes; nos EUA, a armazenagem atual ocorre em locais específicos até definição de um destino definitivo.
O governo dos Estados Unidos busca voluntários entre estados para abrigar um repositório geológico permanente de combustível nuclear gasto. A proposta, publicada pelo Departamento de Energia, integra o programa de SMRs (pequenos reatores modulares) com reprocessamento, enriquecimento de urânio e centros de dados. A ideia é deixar para trás o armazenamento temporário de cerca de 100 mil toneladas de resíduos radioativos.
Segundo o DOE, o objetivo é iniciar um campus de instalações associado a novos reatores, com armazenamento definitivo do combustível gasto. Estima-se que a nova área possa evoluir para um local único de referência, complementando a gestão de resíduos de usinas ativas e desativadas.
Fontes ouvidas pela Reuters destacam que a maioria dos resíduos em uso hoje permanece armazenada no local, em piscinas e em galpões de concreto e aço. O estoque cresce cerca de 2 mil toneladas por ano nos EUA, segundo dados do DOE.
A proposta também aponta a possibilidade de ampliar o número de locais com infraestrutura capaz de receber resíduos nucleares, o que aumenta a necessidade de um repositório permanente. Autoridades e empresas do setor discutem opções de reprocessamento para reduzir volumes, embora concordem que a disposição final continua indispensável.
Especialistas em segurança nuclear questionam a viabilidade de reprocessamento dentro de novos complexos. Eles apontam custos elevados, riscos de proliferação e desafios de gestão de resíduos, sugerindo cautela na adoção dessa prática em campus de energia.
No contexto internacional, países como Finlândia, Suécia, Canadá, Suíça e França avançam na construção de repositórios permanentes. A Finlândia já testava cápsulas de combustível e planeja operação comercial em breve, sujeita a licenças regulatórias.
Atualmente, muitos resíduos permanecem em instalações de armazenamento temporário, com vigilância e monitoramento de longo prazo. As soluções envolvem estudos geológicos, confirmação de estabilidade rochosa e monitoramento de fluxos de água subterrânea.
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