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Funcionários da ABC em greve pela 1ª vez em 20 anos, interrompendo notícias

Greve histórica da Australian Broadcasting Corporation (ABC) atinge serviços de notícias por 24 horas, com adesão acima de 75%, após oferta salarial abaixo da inflação

The ABC headquarters at Ultimo, Sydney, Australia
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  • Mais de 75% do quadro da ABC cruzará os braços na quarta-feira, pela primeira vez em 20 anos, gerando interrupção de 24 horas nos serviços de notícias.
  • A ação envolve o sindicato dos jornalistas, o Media, Entertainment and Arts Alliance (MEAA), e o sindicato dos funcionários públicos e não jornalistas, o Community and Public Sector Union (CPSU).
  • A proposta de reajuste de 10% no total em três anos foi rejeitada, com 3,5% no primeiro ano e 3,25% nos dois anos seguintes.
  • Sessenta por cento dos trabalhadores votaram não ao acordo revisado, que oferecia um pagamento único de $1.000, podendo excluir trabalhadores temporários.
  • A ABC, cuja audiência nacional cobria cerca de 65% da população em 2023, aguarda impactos amplos na programação devido à paralisação.

Mais de 75% dos trabalhadores da ABC vão paralisar as atividades na quarta-feira, pela primeira vez em 20 anos, provocando grande interrupção nos serviços de notícia do emissor público por 24 horas.

A greve envolve filiados à Media, Entertainment and Arts Alliance MEAA e à Community and Public Sector Union CPSU, sindicato de funcionários não jornalistas. A mobilização é protegida por operação industrial.

Unidades sindicais rejeitaram o acordo apresentado, que prevê um aumento total de 10% em três anos, sendo 3,5% no primeiro ano e 3,25% nos dois seguintes. Reivindicações incluem avaliação de desempenho, progressão na carreira, adicionais noturnos e licença por saúde reprodutiva.

Encerrada a votação, 60% dos colegas votaram contra a nova proposta de acordo, que também ofereceu um pagamento único de US$ 1.000 para funcionários formais, excluindo temporários. Votou-se com a participação de 75% do quadro total.

A paralisação está prevista para começar às 11h (horário local) de quarta-feira, com a ausência de produtores, operadores de câmera e diretores, dificultando a transmissão de programas, incluindo a edição de atualidades em horário nobre 7.30.

Essa situação ocorre em meio à estimativa de alcance nacional da ABC, que em 2023 atingiu aproximadamente 65% da população brasileira por meio de televisão, rádio e online, conforme relatório anual. A nota reforça a possibilidade de interrupção significativa.

Histórico e contexto

A última greve dos trabalhadores da ABC ocorreu em 2006, quando a paralisação afetou serviços de TV e rádio. Na época, houve ajustes para manter parte da programação de emergência, com a BBC sendo veiculada em algumas horas.

Representantes das entidades sindicais destacaram que a paralisação não é a escolha preferida e que continuaram buscando negociação justa. O objetivo é obter propostas que assegurem salários compatíveis com a inflação e condições estáveis de trabalho.

A ABC informou ter sido contactada para comentar a matéria. A cobertura sobre o desfecho das negociações permanece sob protocolos institucionais, sem declarações públicas adicionais até o momento.

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