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NHS gastará para quitar ações por negligência no parto após decisão judicial

Supremo decide que crianças com lesões graves ao nascer podem pleitear ganhos futuros perdidos, aumentando custos da NHS com negligência obstétrica

A lawyer representing a child injured at birth said the ruling has ‘put right an historic injustice’. Photograph: UK Stock Images Ltd/Alamy
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  • O Supremo Tribunal Britânico decidiu que crianças em Inglaterra que sofrem ferimentos graves no nascimento podem pleitear danos por ganhos futuros, incluindo o que teriam ganho ao longo da vida.
  • A decisão cria o que é chamado de “danos por anos perdidos”, permitindo compensação por vida encurtada e incapacidade de trabalhar.
  • O veredito pode tornar mais caro para o Serviço Nacional de Saúde (NHS) liquidar ações de negligência médica envolvendo parto.
  • O caso envolve uma menina conhecida apenas como CCC, que ficou com paralisia cerebral após erro de uma parteira em 2015; a família buscava compensação por ganhos futuros não auferidos.
  • A corte manteve uma decisão anterior, em que o tribunal de apelação reconheceu a incoerência com outras jurisprudências, e o tribunal superior deverá decidir sobre danos adicionais estimados em cerca de £800 mil para refletir ganhos futuros.

O NHS terá de pagar mais para resolver processos envolvendo negligência durante o parto, após a decisão da Suprema Corte do Reino Unido. A Corte concluiu que crianças em Inglaterra que sofrem lesões graves no nascimento podem reivindicar danos por ganhos futuros que perderiam ao não trabalhar. A decisão ampliou direitos de pleitear remuneração em casos de negligência neonatal.

O caso chegou ao Supremo por meio de um recurso direto conhecido como leapfrog. A menina, identificada apenas como CCC, sofreu lesões cerebrais graves em Sheffield em 2015 após falhas da parte de uma parteira durante o parto. A família buscava compensação pelos ganhos que a criança poderia ter auferido ao longo de uma vida laboral, além das custas de cuidado contínuo já reconhecidas.

Em 2015, a Justiça de primeira instância concedeu à família 6,8 milhões de libras em soma única, mais 350 mil libras anuais para custear os cuidados contínuos da filha. Contudo, o tribunal não reconheceu danos por ações futuras de ganhos. A decisão do Supremo inverte essa prática de mais de 40 anos, liberando o pleito por perdas de anos trabalháveis. A decisão foi tomada por maioria de quatro votos a um.

Impacto financeiro para o NHS

Analistas indicam que a mudança aumentará os custos de cessação de ações de negligência médica para o NHS, já elevado, e estimado em bilhões de libras. Advogados afirmam que casos semelhantes podem resultar em indenizações adicionais quando a expectativa de vida da vítima foi reduzida.

Desdobramentos legais

Espera-se que o tribunal de justiça de primeira instância, em flanco separado, decida o montante adicional a ser pago aos pais da menina CCC, estimado em cerca de 800 mil libras, para refletir ganhos esperados entre 29 e 85 anos, baseados em rendimentos médios e pensões médias. Defensores alegam que a decisão corrige uma injustiça histórica, enquanto críticos salientam o aumento potencial dos custos médicos.

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