- Na noite de 4 de julho, chuvas intensas no condado de Kerr, Texas, elevaram o nível do rio Guadalupe de 1 a quase 10 metros em 90 minutos.
- O evento resultou em mais de 100 mortes e foi atribuído à mudança climática e a condições atmosféricas específicas.
- A região de Hill Country, conhecida como “callejón de las inundaciones repentinas”, tem topografia que favorece inundações rápidas.
- Especialistas destacam que a umidade residual da Tempestade Tropical Barry e a interação de ar quente e úmido do Golfo do México contribuíram para as chuvas intensas.
- Dados da NOAA mostram que a intensidade das chuvas em San Antonio aumentou em 6% desde 1970, e em San Angelo, esse aumento foi de 29%.
Na noite de 4 de julho, o condado de Kerr, no Texas, foi atingido por chuvas torrenciais que elevaram o nível do rio Guadalupe de 1 a quase 10 metros em apenas 90 minutos. Este evento extremo resultou em mais de 100 mortes e é atribuído a uma combinação de fatores climáticos, exacerbados pela mudança climática.
A região de Hill Country, conhecida como “callejón de las inundaciones repentinas”, possui uma topografia que favorece inundações rápidas. Especialistas apontam que a umidade residual da Tempestade Tropical Barry, que passou pela área em junho, e a interação de ar quente e úmido do Golfo do México com massas de ar frio contribuíram para a intensidade das chuvas. O Dr. Rafael Méndez Tejeda, professor da Universidade de Porto Rico, explica que essa colisão de massas de ar gera condições propícias para chuvas intensas.
Além disso, a sequia que precedeu as chuvas deixou o solo endurecido, incapaz de absorver a água rapidamente. A Dr. Friederike Otto, cofundadora do World Weather Attribution, destaca que eventos de chuvas extremas são esperados em um mundo em aquecimento, onde cada aumento de temperatura resulta em mais vapor d’água na atmosfera. Dados da NOAA mostram que a intensidade das chuvas em San Antonio aumentou em 6% desde 1970, enquanto em San Angelo esse aumento chegou a 29%.
Estudos indicam que, se as tendências climáticas atuais persistirem, o Texas poderá enfrentar um aumento de 900% nas perdas anuais por inundações até 2050. A organização Climate Meter revelou que a umidade na região aumentou em 7% desde 1987, evidenciando as mudanças climáticas em curso. A situação é alarmante, especialmente com a aproximação da temporada de furacões no Atlântico, que pode trazer novos desafios para a região.
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