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Michelle fora da política? Inseguranças, ataques e a preferência de Valdemar

Michelle Bolsonaro avalia abandonar a candidatura ao Senado após atritos com Flávio e pressão do Partido Liberal Mulher, com Valdemar Costa Neto favorecendo o Executivo

NO ATAQUE - Michelle: em vídeo nas redes, ela relata que foi humilhada e maltratada por Flávio em telefonema
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  • Michelle Bolsonaro saiu do PL Mulher após desentendimento com o enteado Flávio Bolsonaro e ameaça não concorrer mais ao Senado pelo Distrito Federal.
  • A ex-primeira-dama indicou que poderia deixar a política, citando cansaço e cobranças, mas amigos próximos a ela tentam mantê-la na disputa.
  • Valdemar Costa Neto, presidente do PL, já havia sugerido que Michelle talvez devesse buscar uma posição no Executivo em vez do Senado.
  • O mês de julho será decisivo para a decisão, com convenções partidárias a partir de 20 de julho e prazo de registro das candidaturas até 15 de agosto.
  • Históricos de conflitos familiares e acusações de desrespeito entre Michelle e Flávio são apontados como parte do contexto das inseguranças em torno da candidatura.

Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, avalia abandonar a política após desavenças familiares e desistir de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal. A informação aponta que a decisão ocorreu em meio a conflitos com o filho Flávio Bolsonaro e a leitura de rumos no PL Mulher. O anúncio envolve também o Partido Liberal (PL) e o entorno da família.

A discussão pública sobre candidatura começou ainda durante o governo do marido, Jair Bolsonaro, quando rumores sugeriam intenções de chegar à Presidência ou ocupar outros cargos, mas o próprio Bolsonaro vetou tais hipóteses. A justificativa oficial para impedir uma candidatura executiva era a falta de experiência política, segundo relatos.

Em novo ciclo, Michelle expôs desentendimentos com o primogênito, o pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro, e relatou ter se sentido humilhada em comunicação com ele. Segundo apurações, o PL não apoiou uma candidatura de Priscila Costa ao Senado pelo Ceará e apoiou a disputa de governo do adversário Ciro Gomes, o que teria aumentado tensões.

O episódio também envolve a liderança do PL no Brasil. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, indicou aos aliados que a ex-primeira-dama estaria inclinada a não disputar o Senado pelo DF. Amigos próximos, como a senadora Damares Alves e a governadora do DF, Celina Leão, teriam convencido Michelle a manter a candidatura por ora.

Relatos indicam que Michelle já havia pensado, no passado, em abrir mão da vida pública para cuidar da família e das filhas. Ainda assim, interlocutores próximos ressaltam que a decisão depende de fases da agenda partidária e de convenções programadas para julho. A janela de candidaturas se intensifica a partir de 20 de julho, com prazos legais até 15 de agosto para o registro.

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