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Michelle afirma que política para surdos é responsabilidade do governo Bolsonaro

Michelle Bolsonaro afirma que a política para surdos foi elaborada no governo Bolsonaro, e que atraso judicial adiou a implementação

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL)
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  • Michelle Bolsonaro afirmou, em redes sociais, que a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos foi elaborada e apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, apesar de ter sido lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira, três.
  • A ex-primeira-dama disse que a medida foi apresentada no governo Bolsonaro, mas uma ação judicial atrasou a tramitação e estendeu-a para além de dezoito de 2022.
  • Militantes e políticos bolsonaristas criticaram a fala, chamando-a de traidora e compartilhando montagens com a camisa do PT.
  • Michelle citou a Lei Amália Barros, de Rogério Carvalho, como exemplo de aprovação do governo anterior e afirmou que o foco deve ser o bem da comunidade surda, não quem apresentou o projeto.
  • A ex-primeira-dama informou que os benefícios da política interessam mais às pessoas atendidas e que, por isso, os impactos devem prevalecer, independentemente de quem apresentou o texto.

Michelle Bolsonaro afirma que Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos foi elaborada e apresentada pelo governo Bolsonaro, apesar de o lançamento ter ocorrido durante a gestão Lula. A publicação ocorreu após críticas de apoiadores da base bolsonarista nas redes sociais.

A ex-primeira-dama disse que a pauta está acima de ideologias e partidos. Segundo ela, a medida foi apresentada no governo anterior, mas uma ação judicial adiou a efetivação para além de 2022, quando houve a troca de governo.

Ela também citou a aprovação da Lei Amália Barros, sob autoria de Rogério Carvalho, como exemplo de posição favorável a defender políticas públicas independentemente de quem apresentou o projeto. As declarações ocorreram após críticas de militantes bolsonaristas, que chegaram a mencionar traição.

Contexto da polêmica

Michelle garantiu que os benefícios da nova política devem privilegiar a comunidade surda, não o autor do projeto. A ex-primeira-dama relembrou que a Lei Amália Barros reconhece deficiência sensorial por visão monocular, ampliando direitos associados.

A pauta gerou desentendimentos públicos entre Michelle e parte da base bolsonarista, que acusou-a de traidor e associou-a a cenas envolvendo o PT, segundo coberturas de veículos nacionais. A discussão se intensificou após ela divulgar o reconhecimento ao programa.

Desdobramentos políticos

Após o episódio, Michelle se reuniu com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e decidiu deixar a coordenação do PL Mulher. A movimentação reforça a turbulência interna no partido em meio a críticas à estratégia de comunicação em torno da pauta.

O caso segue sob acompanhamento de veículos que cobriram os desdobramentos, incluindo reportagens de CNN Brasil e outros veículos, com foco em como a base do ex-presidente reage a decisões que vinculam a política a governos distintos.

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