- Nigel Farage afirmou que o repasse de £5m por Christopher Harborne, empresário britano-baseado na Tailândia e ligado ao setor de cripto, foi um assunto privado e não da conta pública.
- Ele negou hipocrisia ao criticar Keir Starmer por doações, dizendo que Starmer era líder da oposição e que Farage era apresentador na GB News.
- A doação está sendo investigada pela autoridade de padrões; Farage disse que, se houver violação, é melhor não comentar demais.
- Farage afirmou não ter atuado politicamente em 2024 e destacou que não havia obrigação de declarar a doação; mencionou uma entrevista da BBC sobre uma possível candidatura que considerou uma decisão difícil.
- Ao comentar o Brexit, ele disse não se arrepender e ressaltou a autonomia para decisões, mas acusou o establishment de não ter implementado o que foi aprovado pelo voto popular.
Nigel Farage disse que o presente de 5 milhões de libras, recebido de um empresário britânico de origem tailandesa ligado ao setor de criptomoedas, não é da conta de terceiros. O líder do Reform UK afirmou que o dinheiro foi um assunto estritamente privado, enquanto o assunto é objeto de apuração pelos padrões parlamentares.
O valor foi recebido em 2024 de Christopher Harborne, empresário com atuação internacional ligado ao setor de criptomoedas. Segundo Farage, não houve obrigação legal de declarar o montante, pois ele afirma ter desacoplado a política da questão financeira e que o tema está sob investigação. A declaração ocorreu durante entrevista à BBC, em meio a questionamentos sobre doações a campanhas.
Farage também ressaltou que não recebeu pagamento para defender interesses cripto, alegando já ter defendido mudanças legais anteriores. Em relação a um possível retorno do dinheiro caso haja violação de regras parlamentares, o ex-politico disse que isso dependeria da decisão do comissário de padrões e que o assunto pode ser reavaliado caso necessário.
O político comentou ainda que não estava envolvido na política em 2024, mas reconheceu ter participado de uma entrevista de 40 minutos sobre uma eventual candidatura ao parlamento. Sobre a doação, ele descreveu o episódio anterior como reconhecimento pela defesa da campanha do Brexit durante 27 anos, sem negar a importância do apoio financeiro.
No mesmo dia, o governo de Keir Starmer enfrentava alterações no calendário de cúpulas europeias. O ministro da Cabine, Nick Thomas-Symonds, afirmou estar aberto a ajustes na agenda e destacou o papel de Andy Burnham como figura de liderança para futuras eleições, defendendo uma transição rápida no governo, sem details sobre a disputa interna entre as lideranças.
A repercussão envolve ainda desdobramentos sobre a relação entre reformas políticas, regras de transparência e o financiamento de campanhas. As autoridades competentes seguem avaliando se há necessidade de novos esclarecimentos ou medidas regulatórias para evitar conflitos de interesse.
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