- O Brexit não trouxe o crescimento econômico prometido: o PIB está entre seis e oito pontos abaixo do que seria se o Reino Unido tivesse permanecido na UE, com crescimento anual médio de 1,4% desde o referendo e produtividade 4% menor.
- O comércio externo caiu cerca de 15% e os acordos com terceiros países não geraram impacto material; a libra perdeu terreno frente ao euro, e o turismo não acompanhou o crescimento de países vizinhos.
- As restrições de mobilidade mantêm viajantes sujeitos a 90 dias sem visto, e, desde 2 de abril de 2025, há a Autorização Eletrônica de Viagem para cidadãos da UE; o passaporte britânico perdeu posição entre os mais usados.
- O fluxo de estudantes europeus caiu: na década, matriculações na Inglaterra passaram de 138.040 (2016-2017) para 75.490 (2023-2024), com pico próximo da implementação do Brexit.
- A aprovação à NHS caiu e metade da população está insatisfeita com o sistema de saúde; a imigração comunitária diminuiu, mas chegadas de países não comunitários aumentaram; a ultradireita ganhou força, com o Reform UK aparecendo como favorito em pesquisas.
O texto analisa os efeitos do Brexit sobre o Reino Unido, destacando que promessas associadas à saída da UE não se cumpriram. O debate ganhou força após o referendo de 2016, com expectativas de crescimento, maior bem-estar e menos burocracia que não se materializaram.
Economia: o crescimento tem ficado abaixo do esperado desde a saída. Estudos indicam PIB 6 a 8 pontos abaixo do cenário de permanecer na UE e produtividade 4% menor. A economia cresce em média 1,4% ao ano desde o Brexit, segundo análises independentes.
Comércio e câmbio também decepcionaram. O comércio externo caiu cerca de 15% e a libra perdeu terreno frente ao euro, mesmo com a promessa de acordos com terceiros países. Turismo, porém, ficou atrás de pares europeus como Espanha, França e Itália.
Economia e Comércio
A incerteza regulatória reforçou o custo das transações. O impacto de novos acordos não foi considerado significativo de forma imediata, segundo análises recentes. A City, centro financeiro de Londres, não registrou queda abrupta, mas não houve o esperado impulso expressivo.
Mobilidade e serviços públicos
As restrições de viagem permanecem relevantes. Viagens entre Reino Unido e UE têm limite de 90 dias sem visto, e desde 2025 há autorização eletrônica de viagem para cidadãos da UE. O custo desse visto variou até atingir 20 libras, com taxas proporcionais para estadias longas.
O passaporte britânico caiu no ranking de facilidade de viagem, mas aumentaram destinos sem visto para britânicos. A mobilidade reduziu o fluxo de estudantes europeus para o país, com queda de matriculados de 138 mil para 75 mil entre 2016-2017 e 2023-2024.
Serviços públicos e imigração
Satisfação com o NHS caiu desde 2016, com apenas 25% de grande ou moderada aprovação em 2025. Em 2021-2025, houve perda de 162 mil cidadãos comunitários que deixaram o Reino, embora haja entrada de imigrantes de fora da UE.
A política migratória também trouxe novidades. Irlanda do Norte passou a ter estatuto econômico único, facilitando acesso aos mercados UE e UK, sem perdas para o fluxo comercial. O mercado de trabalho aduaneiro cresceu com cerca de 10 mil novos agentes para o novo regime de exportação.
O texto revela que, apesar de avanços em alguns setores, o balanço do Brexit é marcado por ganhos limitados para poucos e desafios para ampla maioria da população, com impactos em economia, mobilidade, serviços públicos e imigração.
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