- Andrew Hastie, líder parlamentar liberal, receberá segurança extra em casa e no gabinete eleitoral, segundo o ministro de Assuntos Internos, Tony Burke.
- Burke não revelou a natureza das ameaças que motivaram a medida.
- Hastie aponta que a decisão seria resposta a uma campanha online da One Nation e de seus apoiadores, ligada ao caso Ben Roberts-Smith.
- Hastie foi convocado a testemunhar no processo criminal movido contra Roberts-Smith, que é acusado de crimes de guerra.
- O embate na coalizão sobre como enfrentar a One Nation se intensifica, com Hastie garantindo que continuará lutando contra o partido.
Andrew Hastie, parlamentar liberal, vai receber reforço de segurança por suspeita de campanha de One Nation contra ele. A proteção inclui residência e gabinete eleitoral, segundo informou a liderança do partido. A decisão foi comunicada em reunião do grupo parlamentar.
O ministro de Assuntos Internos, Tony Burke, afirmou ter orientado Hastie sobre as medidas, mas não revelou a natureza das ameaças. A identificação das motivações de risco ocorreu após meses de campanha online associada ao One Nation.
Hastie, ex-soldado do SAS, teve participação associada ao caso de Ben Roberts-Smith, alvo de processo por crimes de guerra. Roberts-Smith foi acusado formalmente de crimes de guerra em abril, e Hastie pode atuar como testemunha no processo.
A tensão interna da coalizão aumentou com o acirramento entre Liberal e One Nation. Alguns integrantes defendem cooperação com a sigla populista; outros veem One Nation como adversária direta, influenciando decisões estratégicas.
A elevada comoção pública ocorreu em meio ao intenso debate sobre leis de discurso de ódio, que teve desdobramentos após Hastie ser alvo de críticas online. Observa-se aumento de atividade de apoiadores de Roberts-Smith.
O One Nation rebateu as acusações, afirmando que não promove campanha contra Hastie e que os Liberais causam danos a si mesmos. A legenda do partido ressaltou o apoio contínuo a Roberts-Smith VC.
Hastie tem criticado Pauline Hanson, líder do One Nation, por posicionamentos que, segundo ele, expõem a coalizão a riscos políticos. Em resposta, aliados do parlamentar defendem que a discussão não se trata de retaliação pessoal.
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